O tempo é cruel...
Não me recordo de alguma vez ter pensado no dia de hoje.
Hoje tenho noção que não há um "para sempre". Um afastamento inevitável. Já não crio ilusões, já não desejo um "para sempre", desejo um momento que valha para o resto da minha vida.
Esses tantos momentos que passámos e que me fazem sorrir e desejar voltar ao passado para poder vivê-los com ainda mais intensidade.
Foi o destino que nos juntou, e esse mesmo destino que nos separou, mas que para sempre nos irá unir. Pode até mesmo ser contraditório o que acabei de escrever, mas quantas vezes a vida não é contraditória também? Quantas vezes desejamos estagnar num momento da nossa vida, e ao mesmo tempo temos vontade de avançar, de correr o mundo, de nos encontrarmos?
E cada uma de nós voou, correu, partiu para o desconhecido...e irá um dia alcançar!
Sim, vocês, meus três anjos que estão guardados na minha memória, no meu coração, nas minhas mais belas recordações e lembranças.
Vocês que marcaram um passado, e concerteza continuarão no futuro.
Guardem-me como sempre o souberam fazer. Continuem a fazer-me sorrir, continuem a lutar, a vencer.
E agora, o cliché "perto, ou longe estarei convosco". Como vi ou ouvi em algum lado, os verdadeiros amigos nem sempre são os que estão constantemente ao nosso lado, são aqueles que, mesmo sem sabermos nada deles, sabemos que estão connosco, dentro de nós!
V* L* J* eternamente guardadas!
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Put a coin, please!
Insert...
Costumo deitar-me e descansar. Faço agora vida de quem tem que, porque, tem que ser...o corpo pede.
Costumo fechar os olhos e sorrir, porque agora faço vida de quem tem que, porque, tem que ser...o corpo pede.
Costumo. Costumava. Agora por muito que peça... eles não fecham para sorrir, mas sim para servir de cortina. A janela está aberta. Ironia do destino, está de chuva! Quem diria...
Sento-me para fumar. Tudo tosse. Eu também...mas está cá um temporal!
Lavo os dentes e olho-me ao espelho. Sim senhora, com um pouco de uma qualquer invenção dessas que largam tinta mas não pintam até disfarçava! “São as marcas do tempo, sinónimo de sabedoria”...não, no meu caso não.
Esfrego os olhos com ambas as mãos. Corro o resto da cara num movimento leve, mas pouco delicado, uma espécie de não sei o que, mas que já vi num qualquer filme de terror. Na hora de maior angustia. Na hora em que ninguém está por perto. Na hora da solidão. Na hora...Que horas são? Sim, por volta desta hora.
Penso em tudo. Penso em nada. Olha, penso. Penso e vou escrevendo, não vá a memória falhar e esquecer-me do que pensei.
Paro por instantes. Lembro-me daquilo e daquela pessoa. Vai ali, dá a volta. Salto de um lado para o outro. Virilhas, agora. Dizem que é dom. Não sei, vamos lá ver.
Creio-me doida por segundos. Talvez. Só sei que isto é meu.
Manual break...
Não me vou vingar em mim. “deixa!”. Claro, é ela, que se f...”isso não se diz!” e então, isso faz-se?!...
Page break...
É tudo uma questão de Pés.
10 (ou o que resta disso)
Costumo deitar-me e descansar. Faço agora vida de quem tem que, porque, tem que ser...o corpo pede.
Costumo fechar os olhos e sorrir, porque agora faço vida de quem tem que, porque, tem que ser...o corpo pede.
Costumo. Costumava. Agora por muito que peça... eles não fecham para sorrir, mas sim para servir de cortina. A janela está aberta. Ironia do destino, está de chuva! Quem diria...
Sento-me para fumar. Tudo tosse. Eu também...mas está cá um temporal!
Lavo os dentes e olho-me ao espelho. Sim senhora, com um pouco de uma qualquer invenção dessas que largam tinta mas não pintam até disfarçava! “São as marcas do tempo, sinónimo de sabedoria”...não, no meu caso não.
Esfrego os olhos com ambas as mãos. Corro o resto da cara num movimento leve, mas pouco delicado, uma espécie de não sei o que, mas que já vi num qualquer filme de terror. Na hora de maior angustia. Na hora em que ninguém está por perto. Na hora da solidão. Na hora...Que horas são? Sim, por volta desta hora.
Penso em tudo. Penso em nada. Olha, penso. Penso e vou escrevendo, não vá a memória falhar e esquecer-me do que pensei.
Paro por instantes. Lembro-me daquilo e daquela pessoa. Vai ali, dá a volta. Salto de um lado para o outro. Virilhas, agora. Dizem que é dom. Não sei, vamos lá ver.
Creio-me doida por segundos. Talvez. Só sei que isto é meu.
Manual break...
Não me vou vingar em mim. “deixa!”. Claro, é ela, que se f...”isso não se diz!” e então, isso faz-se?!...
Page break...
É tudo uma questão de Pés.
10 (ou o que resta disso)
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Vida
Hoje acordei com vontade de escrever um Carta Aberta.
Daquelas tão abertas que ninguém consegue questionar a sua veracidade, a sua consistência e sinceridade.
Hoje, decidi gostar de mim.
Deu-me uma canseira mal acordei e para ser sincera a primeira imagem que vi foste tu. Não te vou dizer que gostei de te imaginar ao meu lado, senti, só, pena de mim. Pena da alma tonta e inocente que me tornei.
Transformas-te alguém determinado e cheio de convicção num ser totalmente insignificante, até para si próprio. Esqueci a rotina, os horários, os costumes e o amor próprio.
Hoje, acordo numa cama enrugada, suja, com cheiro a beco e bairro de lata. Sinto-me uma daquelas prostitutas que acordam a meio da tarde completamente ressacadas. A tresandar a álcool e ainda carregada de droga a correr pelo corpo.”Um Jack Daniel’s para a gaja mais corrida!”
Deslizo as ruas desta cidade que cheira a fritos, a fumo e a lixo. Percorro a rua de um lado ao outro, encosto-me a postes, a sinais, a paredes. Vamos seguir a sombra.
Tenho a saia subida de mais e a meia ainda mais rota, já não tenho um bocado da meia intacta. Mas a vida não me tem dado dinheiro para isto. O batom está borratado. O cabelo sujo e sem pentear, já nem se mexe com o vento a bater, não tenho nem pente nem água. O mini top tem um buraco de lado e o casaco por muito sujo que esteja consegue tapar esta alma do frio.
Chove. “Só me faltava mais esta”. Purifica. Purifica a minha dança.
O que eu faço no fundo é uma arte.
Odeio estas ruas, odeio quem me toca. Odeio dançar para lhe dar prazer.
Sou quem Deus sempre quis. Sou mais uma alma que sofre num mundo cruel, frio e imundo.
Levanta. Levanta a cabeça e vai à luta. Preciso de dinheiro para o meu vício. O copo, os cigarros e a minha anestesia estão cada vez mais caros.
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Daquelas tão abertas que ninguém consegue questionar a sua veracidade, a sua consistência e sinceridade.
Hoje, decidi gostar de mim.
Deu-me uma canseira mal acordei e para ser sincera a primeira imagem que vi foste tu. Não te vou dizer que gostei de te imaginar ao meu lado, senti, só, pena de mim. Pena da alma tonta e inocente que me tornei.
Transformas-te alguém determinado e cheio de convicção num ser totalmente insignificante, até para si próprio. Esqueci a rotina, os horários, os costumes e o amor próprio.
Hoje, acordo numa cama enrugada, suja, com cheiro a beco e bairro de lata. Sinto-me uma daquelas prostitutas que acordam a meio da tarde completamente ressacadas. A tresandar a álcool e ainda carregada de droga a correr pelo corpo.”Um Jack Daniel’s para a gaja mais corrida!”
Deslizo as ruas desta cidade que cheira a fritos, a fumo e a lixo. Percorro a rua de um lado ao outro, encosto-me a postes, a sinais, a paredes. Vamos seguir a sombra.
Tenho a saia subida de mais e a meia ainda mais rota, já não tenho um bocado da meia intacta. Mas a vida não me tem dado dinheiro para isto. O batom está borratado. O cabelo sujo e sem pentear, já nem se mexe com o vento a bater, não tenho nem pente nem água. O mini top tem um buraco de lado e o casaco por muito sujo que esteja consegue tapar esta alma do frio.
Chove. “Só me faltava mais esta”. Purifica. Purifica a minha dança.
O que eu faço no fundo é uma arte.
Odeio estas ruas, odeio quem me toca. Odeio dançar para lhe dar prazer.
Sou quem Deus sempre quis. Sou mais uma alma que sofre num mundo cruel, frio e imundo.
Levanta. Levanta a cabeça e vai à luta. Preciso de dinheiro para o meu vício. O copo, os cigarros e a minha anestesia estão cada vez mais caros.
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segunda-feira, 4 de agosto de 2008
“ assim assim”…
Como é bom o cheiro da minha cidade.
Gosto da voz da Vânia.
Tenho umas sapatilhas novas.
O que é preciso é ter saudinha,
e subir 108 degraus na serra umas quantas vezes.
Tens a mania de pôr hip-hip enquanto arrumas o quarto.
Hoje conduzi e não tenho carta.
Se soubesses como me aborreço!
Gostava de rever alguns “profs”.
Sábado a noite é minha.
Sábado sou do norte!
“tá claro?”…ai Dna. Helena!
Vi a Mariza.
Como estás?
Assim assim.
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Gosto da voz da Vânia.
Tenho umas sapatilhas novas.
O que é preciso é ter saudinha,
e subir 108 degraus na serra umas quantas vezes.
Tens a mania de pôr hip-hip enquanto arrumas o quarto.
Hoje conduzi e não tenho carta.
Se soubesses como me aborreço!
Gostava de rever alguns “profs”.
Sábado a noite é minha.
Sábado sou do norte!
“tá claro?”…ai Dna. Helena!
Vi a Mariza.
Como estás?
Assim assim.
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quinta-feira, 12 de junho de 2008
"Quero mais da vida proibida"

Tremi...
Uma lágrima escorreu pelo meu rosto no regresso...
Um arrepio soltou-se na minha alma...
Senti-me tão, mas tão frágil! Senti um vazio, um vazio de ti. Emoções antes sentidas, vividas, exprimidas. São quimeras!
Este regresso sem ti não faz sentido, é um vazio repleto de dor! Ai como custa.
Inundam-me estas águas do Douro. Recordações. Uma saudade imensa que não é arrastada pelas ondas da vida, pela maré do tempo!
Assustam-me as gaivotas. Nao estás cá. Preciso do teu abraço, da tua protecção.
Tento fugir de ti. Tento fugir do passado. Quero fugir deste lugar que chama por mim. Tento contrariar este sentido que a vida tomou sem a minha permissão. Valerá a pena?
Esta dissonância de vontades magoa-me.
Talvez não me consigas perceber. Talvez seja "complicada", como insistes em adjectivar-me.
Mas sabes? Admito que possa sê-lo, admito que também não me percebo. Sinto-me incapaz de lutar contra ti, contra a minha mágoa, contra a falta que me fazes.
Queria-te comigo. Agora. Aqui.
#3
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Saudade (cont.)
Fui, outrora, Cinderella. Agora, encontrei o meu sapato.
Levaste-me o medo. Deixaste-me o segredo.
O eterno segredo do amor. O amor verdadeiro. Mas não eterno. Confesso que ainda acredito no amor eterno. Confesso que ainda acredito no nosso amor.
Lembras-te quando confessei que antes de te conhecer esperava, junto à janela, ver um príncipe a chegar. Cavalgando no seu cavalo preto, com toda a pose digna de uma história de amor e feiticeiros. Sim, cavalo preto. Cavalo branco seria fantasia a mais. E fantasia a mais ilude até o coração mais duro e frio. Não ia atirar a minha trança pela janela, mas abrir a porta, talvez.
Voo, em pensamentos que tu agarraste.
Sonho, esperanças perdidas.
Sofro calada.
Tenho a noite em mim.
Sopra coração, vive! Não te prendas ao que foi um dia o teu mundo. O teu amor.
Melodia. Melodia que toca o meu olhar. As teclas do piano deslizam suavemente e as minhas lágrimas aconchegam cada nota, cada acorde, cada paz que a melodia me oferece.
A nossa dança, o nosso baile. Eu tinha um vestido amarelo pastel, com um laço enorme. Tu eras o meu príncipe. E eu estava num sonho. Recordo este momento como se estivéssemos dentro de um pisa papéis, onde cai neve e a nossa expressão é a mais deliciosa possível. O tempo parou, o mundo dispersou. Só nós. Um amor, dentro de um pisa papéis redondo, com neve a cair e um vestido amarelo pastel. Um sonho, que um dia serviu de tapete para ti.
Um dia perguntaste se queria voar. Então deitamo-nos num campo cheio de margaridas e deste-me a mão. Ficamos ali, de olhos fechados, de mão dada a sentir o vento, lado a lado, a sentir o nosso amor, a sentir o nosso coração. Voei.
Rasgaste o peito. Levaste o meu coração.
Fazes-me falta.
Levaste-me o medo. Deixaste-me o segredo.
O eterno segredo do amor. O amor verdadeiro. Mas não eterno. Confesso que ainda acredito no amor eterno. Confesso que ainda acredito no nosso amor.
Lembras-te quando confessei que antes de te conhecer esperava, junto à janela, ver um príncipe a chegar. Cavalgando no seu cavalo preto, com toda a pose digna de uma história de amor e feiticeiros. Sim, cavalo preto. Cavalo branco seria fantasia a mais. E fantasia a mais ilude até o coração mais duro e frio. Não ia atirar a minha trança pela janela, mas abrir a porta, talvez.
Voo, em pensamentos que tu agarraste.
Sonho, esperanças perdidas.
Sofro calada.
Tenho a noite em mim.
Sopra coração, vive! Não te prendas ao que foi um dia o teu mundo. O teu amor.
Melodia. Melodia que toca o meu olhar. As teclas do piano deslizam suavemente e as minhas lágrimas aconchegam cada nota, cada acorde, cada paz que a melodia me oferece.
A nossa dança, o nosso baile. Eu tinha um vestido amarelo pastel, com um laço enorme. Tu eras o meu príncipe. E eu estava num sonho. Recordo este momento como se estivéssemos dentro de um pisa papéis, onde cai neve e a nossa expressão é a mais deliciosa possível. O tempo parou, o mundo dispersou. Só nós. Um amor, dentro de um pisa papéis redondo, com neve a cair e um vestido amarelo pastel. Um sonho, que um dia serviu de tapete para ti.
Um dia perguntaste se queria voar. Então deitamo-nos num campo cheio de margaridas e deste-me a mão. Ficamos ali, de olhos fechados, de mão dada a sentir o vento, lado a lado, a sentir o nosso amor, a sentir o nosso coração. Voei.
Rasgaste o peito. Levaste o meu coração.
Fazes-me falta.
terça-feira, 29 de abril de 2008
Título:
Turn on.
“Hello, hello…there`s no place i cannot go”
Queria ter a minha língua, um qualquer código só meu, teu, dele, dela e talvez de mais um ou outro ser. Ser…o que é ser? Ser o quê? Ser Ser? Para quem o ser? Não sei, mas inquieta-me. Inquieto-me sempre, com o pormenor, o imponente, o fraco, forte, o persistente, o efémero…tudo e tudo, mas inquieta-me sobejamente a estupidez, a malvadez, intriga, fealdade do tal Ser que julgo ser. Não gosto, não quero. Afasto-me disso, mas diz-me tu, que me lês, se também não erras? Eu sei que sim.
Acho que pouco me passa ao lado, esse pormenor mata-me. Cheiras bem, vestes bem, falas bem, andas bem, és o exemplo, mas caíste em desgraça…apercebi-me do pormenor.
Falta-me inspiração. Falta-me espaço. Sinto-me nostálgica e triste. A culpa é da minha espécie. Não percebem que não há culpa na origem e que o valor está na caminha da formação…não te censuro, espécie de espécie que fustiga o Ser. Apelo ao teu emotivo.
Já olhaste a tua volta? Há talento. Há essência. Há valor.
Dá as mãos. A multidão não te deixa apregoar a grandeza da tua individualidade. Não me imites. Não me negues. Não aceites o não. Não. Não.
Não há lugar onde não possas ir.
Palavra de ordem: Ser.
Turn off.
10
“Hello, hello…there`s no place i cannot go”
Queria ter a minha língua, um qualquer código só meu, teu, dele, dela e talvez de mais um ou outro ser. Ser…o que é ser? Ser o quê? Ser Ser? Para quem o ser? Não sei, mas inquieta-me. Inquieto-me sempre, com o pormenor, o imponente, o fraco, forte, o persistente, o efémero…tudo e tudo, mas inquieta-me sobejamente a estupidez, a malvadez, intriga, fealdade do tal Ser que julgo ser. Não gosto, não quero. Afasto-me disso, mas diz-me tu, que me lês, se também não erras? Eu sei que sim.
Acho que pouco me passa ao lado, esse pormenor mata-me. Cheiras bem, vestes bem, falas bem, andas bem, és o exemplo, mas caíste em desgraça…apercebi-me do pormenor.
Falta-me inspiração. Falta-me espaço. Sinto-me nostálgica e triste. A culpa é da minha espécie. Não percebem que não há culpa na origem e que o valor está na caminha da formação…não te censuro, espécie de espécie que fustiga o Ser. Apelo ao teu emotivo.
Já olhaste a tua volta? Há talento. Há essência. Há valor.
Dá as mãos. A multidão não te deixa apregoar a grandeza da tua individualidade. Não me imites. Não me negues. Não aceites o não. Não. Não.
Não há lugar onde não possas ir.
Palavra de ordem: Ser.
Turn off.
10
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Saudade (cont.)
Arrepiava-me a cada toque, a cada olhar, a cada palavra e sorriso trocado. Ouvia-te atentamente. Não conseguia desviar de ti o meu olhar, queria reter tudo o que me dizias e explicavas. É verdade, cresci, aprendi e vivi contigo.
Se algum dia fui ingrata contigo meu amor, não foi algo sincero mas sim momentâneo. Sim, chamei-te de “meu amor”, tu foste, és e serás sempre o meu amor.
Gostava da nossa ternura, do nosso embalo, do nosso destino.
Um dia a olhar para a lua, disse-te que o nosso momento era aquele e ali. Ninguém nos iria separar até porque quem tem uma ligação forte como a nossa fica sempre ligado nem que seja por fortes recordações.
Nunca ninguém soube os nossos segredos e as nossas palavras trocadas bem baixinho. Ninguém percebe o significado dos nossos olhares e sorrisos, ninguém os conhece e classifica como tu.
Ninguém me decifrava como tu.
Não vou mentir meu amor, vou sentir a tua falta.
Foste algo que marcou e incentivou o meu ar, o meu respirar.
Desenhei sempre contigo a minha alma, sonhei sempre até te encontrar.
Encontrei. Foste.
A maneira como enxugavas as minhas lágrimas quando tinha uma recaída. A maneira como conseguias tocar o meu coração.
Acho que agora já não há um amor assim. Já não há café nem chá igual ao da tua mãe. Já não há recordações tão fortes, nem marcas tão profundas. As lágrimas sinceras, as lágrimas de perda. Aquelas que faziam o chão ficar cada vez mais fundo e o passado muito mais saudoso. Aquelas que sufocavam e faziam sentir um aperto tão grande no coração e nos arrepiavam.
Sabes amor, o mundo agora parece que não vai acabar. Quando algo termina, o futuro está logo aos nossos pés. Tudo é muito mais rápido, talvez também sem sentido. Esquecem-se as memórias, as marcas, as recordações e o amor. Agora o amor não existe, agora há amores. Já não se ama só uma pessoa nesta vida, agora vão-se amando.
A palavra amor. Aquela que para se dizer, o coração tinha que dilatar, bater cada vez com mais força, muito trémulo e ao mesmo tempo muito pequeno. Era até difícil de se dizer, havia sempre dúvidas. Não se sabia se era o momento certo, a hora certa e a pessoa certa.
Só havia um outro coração digno do nosso “amo-te”.
Não gosto desta banalização. A palavra amor tem de ser guardada, cuidada e resguardada até acharmos que chegamos ao coração certo e ao momento de dar todo o nosso amor.
Lembro-me que só te disse que te amava quando o ouvi de ti. Soa bem. Enche-nos. Dá-nos uma energia e uma euforia...não se come, não se fala, anda-se nas nuvens e sorrimos até para as plantas.
Acho que o Gordon quando nos via ainda ficava mais rechonchudo e ronronava mesmo sem mimos. O nosso amor era sentido até pelo gato da tua mãe. Ela sempre disse que até na nossa pele se via a nossa ligação.
Conforto. Sempre gostei disso na tua mãe.
Tinha sempre uma palavra mágica, um sorriso quente.
Memórias. Duras...
Amo-te.
Não me censures por o estar a dizer directamente. É a mais pura verdade.
É difícil esquecer quem me fez tão feliz com um único olhar.
É difícil esquecer quem me fez sentir tão amada e quem eu amei sem limites.
O amor permanece.
Aquece-me em dias chuvosos. Envolve-me numa ternura imensa. Aconchega todos os meus medos. E ainda hoje me faz feliz.
Acho que já ninguém ama como nos amamos um dia querido.
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Se algum dia fui ingrata contigo meu amor, não foi algo sincero mas sim momentâneo. Sim, chamei-te de “meu amor”, tu foste, és e serás sempre o meu amor.
Gostava da nossa ternura, do nosso embalo, do nosso destino.
Um dia a olhar para a lua, disse-te que o nosso momento era aquele e ali. Ninguém nos iria separar até porque quem tem uma ligação forte como a nossa fica sempre ligado nem que seja por fortes recordações.
Nunca ninguém soube os nossos segredos e as nossas palavras trocadas bem baixinho. Ninguém percebe o significado dos nossos olhares e sorrisos, ninguém os conhece e classifica como tu.
Ninguém me decifrava como tu.
Não vou mentir meu amor, vou sentir a tua falta.
Foste algo que marcou e incentivou o meu ar, o meu respirar.
Desenhei sempre contigo a minha alma, sonhei sempre até te encontrar.
Encontrei. Foste.
A maneira como enxugavas as minhas lágrimas quando tinha uma recaída. A maneira como conseguias tocar o meu coração.
Acho que agora já não há um amor assim. Já não há café nem chá igual ao da tua mãe. Já não há recordações tão fortes, nem marcas tão profundas. As lágrimas sinceras, as lágrimas de perda. Aquelas que faziam o chão ficar cada vez mais fundo e o passado muito mais saudoso. Aquelas que sufocavam e faziam sentir um aperto tão grande no coração e nos arrepiavam.
Sabes amor, o mundo agora parece que não vai acabar. Quando algo termina, o futuro está logo aos nossos pés. Tudo é muito mais rápido, talvez também sem sentido. Esquecem-se as memórias, as marcas, as recordações e o amor. Agora o amor não existe, agora há amores. Já não se ama só uma pessoa nesta vida, agora vão-se amando.
A palavra amor. Aquela que para se dizer, o coração tinha que dilatar, bater cada vez com mais força, muito trémulo e ao mesmo tempo muito pequeno. Era até difícil de se dizer, havia sempre dúvidas. Não se sabia se era o momento certo, a hora certa e a pessoa certa.
Só havia um outro coração digno do nosso “amo-te”.
Não gosto desta banalização. A palavra amor tem de ser guardada, cuidada e resguardada até acharmos que chegamos ao coração certo e ao momento de dar todo o nosso amor.
Lembro-me que só te disse que te amava quando o ouvi de ti. Soa bem. Enche-nos. Dá-nos uma energia e uma euforia...não se come, não se fala, anda-se nas nuvens e sorrimos até para as plantas.
Acho que o Gordon quando nos via ainda ficava mais rechonchudo e ronronava mesmo sem mimos. O nosso amor era sentido até pelo gato da tua mãe. Ela sempre disse que até na nossa pele se via a nossa ligação.
Conforto. Sempre gostei disso na tua mãe.
Tinha sempre uma palavra mágica, um sorriso quente.
Memórias. Duras...
Amo-te.
Não me censures por o estar a dizer directamente. É a mais pura verdade.
É difícil esquecer quem me fez tão feliz com um único olhar.
É difícil esquecer quem me fez sentir tão amada e quem eu amei sem limites.
O amor permanece.
Aquece-me em dias chuvosos. Envolve-me numa ternura imensa. Aconchega todos os meus medos. E ainda hoje me faz feliz.
Acho que já ninguém ama como nos amamos um dia querido.
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segunda-feira, 7 de abril de 2008
Conversa a dois para muitos...
S.
Desejos recalcados?
O Bento não é para todos.
L.
O Bento não leva tudo.
Há coisas que ficam retraídas nos becos.
S.
Agora pisaste-me os calos.
Essa doeu, vou querer vingar-me...
L.
Há dores que magoam mais quando ficam presas.
Há explosões que libertam mais do que aleijam.
S.
Sabes que mais?
Continuo a dizer "cão que ladra não morde".
L.
Palavras ao vento há muitas.
Actos e atitudes são garganta.
S.
Mas o Bento nao é de muitas palavras.
É esse o mal...
L.
O mal atinge todos.
O mal não afecta todos.
Há corações!
S.
Queres que te conte um segredo?
Há quem tenha pedras no lugar do coração.
L.
Há quem tenha maldade.
Há quem guarde rancor.
Há até quem tenha raiva.
S.
Há quem não tenha vida.
Há quem viva a vida dos outros.
L.
Não gosto dos actos das pessoas.
As palavras ferem.
S.
Ás vezes o excesso de palavras torna os discursos ocos.
Era tão bom haver equilíbrio.
L.
Donos dos actos? Das atitudes? Das palavras?
Sabedoria?
(Gargalhada)
S.
Utópico.
Ninguém...
L.
O sol não brilha para todos.
Só alguns corações têm calor.
S.
Acredito que haja quem não sobreviva em recordação.
Vai-se o corpo. Nada fica.
Triste...
( Veio o Bento.)
S.
Olha, olha!!!
Vai começar a disputa!
L.
Venha o Bento!
Venha o amor!
Venha o calor!
S.
Venha a confusão.
Venha a discórdia.
Venha a inveja.
L.
Venha a vida!
S.
Venha a dor.
L.
O poeta nunca acabou a canção.
S.
O pintor nunca pintou a sua obra.
L.
O louco nunca mexe na sua confusão.
S.
O ódio nunca venceu.
L.
Razão?
Loucura?
S.
Insanidade pura.
O Bento é nosso.
10
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Desejos recalcados?
O Bento não é para todos.
L.
O Bento não leva tudo.
Há coisas que ficam retraídas nos becos.
S.
Agora pisaste-me os calos.
Essa doeu, vou querer vingar-me...
L.
Há dores que magoam mais quando ficam presas.
Há explosões que libertam mais do que aleijam.
S.
Sabes que mais?
Continuo a dizer "cão que ladra não morde".
L.
Palavras ao vento há muitas.
Actos e atitudes são garganta.
S.
Mas o Bento nao é de muitas palavras.
É esse o mal...
L.
O mal atinge todos.
O mal não afecta todos.
Há corações!
S.
Queres que te conte um segredo?
Há quem tenha pedras no lugar do coração.
L.
Há quem tenha maldade.
Há quem guarde rancor.
Há até quem tenha raiva.
S.
Há quem não tenha vida.
Há quem viva a vida dos outros.
L.
Não gosto dos actos das pessoas.
As palavras ferem.
S.
Ás vezes o excesso de palavras torna os discursos ocos.
Era tão bom haver equilíbrio.
L.
Donos dos actos? Das atitudes? Das palavras?
Sabedoria?
(Gargalhada)
S.
Utópico.
Ninguém...
L.
O sol não brilha para todos.
Só alguns corações têm calor.
S.
Acredito que haja quem não sobreviva em recordação.
Vai-se o corpo. Nada fica.
Triste...
( Veio o Bento.)
S.
Olha, olha!!!
Vai começar a disputa!
L.
Venha o Bento!
Venha o amor!
Venha o calor!
S.
Venha a confusão.
Venha a discórdia.
Venha a inveja.
L.
Venha a vida!
S.
Venha a dor.
L.
O poeta nunca acabou a canção.
S.
O pintor nunca pintou a sua obra.
L.
O louco nunca mexe na sua confusão.
S.
O ódio nunca venceu.
L.
Razão?
Loucura?
S.
Insanidade pura.
O Bento é nosso.
10
13
sábado, 8 de março de 2008
Saudade (cont.)
Um dia disseste que precisavas de sair dali, abafava-te.
Não levei a peito o que disseste. Mas só agora é que reparo que a partir daí começaste a chegar mais tarde que as seis horas e vinhas com um ar apático e aborrecido.
De dia para dia o teu sorriso parecia mais pequeno e menos dócil.
O encanto foi esmorecendo.
O coração começou a apertar.
Partiste. Foste em direcção à luz.
E eu, fiquei à espera.
Qual Penélope que esperou vinte anos sentada pelo seu Ulisses.
Ela tinha a sua colcha em tricot, que fazia de dia e desfazia de noite, era o seu refúgio e passatempo, talvez assim se distraísse e o tempo passasse mais rápido.
Eu tinha as lágrimas. Aguentava de dia para chorar à noite.
Deitava-me cedo. Não olhava para a janela que me fazia lembrar de tudo, evitava-a a todo o custo. Acho que era aí que o pano caía e eu atirava tudo o que sentia, toda a revolta e toda a tristeza para as paredes do quarto que tanto ouviram, viram e sentiram.
Revistei, vasculhei, virei do avesso a caixa do nosso amor para ver se tinha feito algo de errado. Nada, não encontrava qualquer indício para tal reviravolta.
O meu coração era um autêntico ponto de interrogação e todos os meus pensamentos eram questões retóricas.
Sentia falta do teu cheiro, do teu jeito de sorrir, do teu toque, do teu calor, da tua palavra amiga, do teu coração, da tua mão. Do teu amor.
Foste embora sem deixar carta, bilhete, um adeus ou um simples “tchau”.
Foste. Simplesmente, foste.
As seis horas perderam o encanto. O chá da tua mãe não conseguia curar a ferida que deixaste no meu coração. As palavras voavam na minha imaginação. A tua mãe era a única pessoa que me confortava por instantes, mais ninguém o conseguia fazer.
Sofri.
Sofri qual Penélope. Ulisses saiu para a guerra. Tu, saíste à conquista de um mundo que eu dizia inexistente.
Deixaste um mar de sonhos, um longo sorriso e um belo amor para trás. Correste em busca de algo desconhecido. Qual Peter Pan em busca da sua Terra do Nunca.
Foste meu amigo. Meu amor. Meu companheiro. Meu coração.
Gastei todas as palavras contigo. Tinha para contigo a linguagem mais dócil que conheço. Queria-te do meu lado só para te poder admirar.
Gostava de agarrar todos os teus sentidos. Respirar o teu ar.
Corri atrás de ti. Acompanhei-te, ou tentei. Sugeri que ficasses preso em mim. Gritei, sacudi e caí no tédio de um amor que acabou da pior maneira.
Fugiste de ti, ou talvez de mim, dos problemas, da rotina ou da vida?
Penso que foi a primeira vez que senti que não tinha tecto nem chão. Sonhava mais alto do que podia, acompanhava-te na tua busca desconhecida, imaginava-te em todo o lado. O chão saiu. Fugiu de mim qual meu amor.
A vida, o mundo desmoronaram.
E graças a ti, a nós, ao que fomos, ao que somos, ao que poderíamos ter sido, aos sonhos, aos sorrisos e à partilha que hoje tenho, escrevo e lembro a nossa história.
Escrevemos e editamos a nossa história meu amor.
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Não levei a peito o que disseste. Mas só agora é que reparo que a partir daí começaste a chegar mais tarde que as seis horas e vinhas com um ar apático e aborrecido.
De dia para dia o teu sorriso parecia mais pequeno e menos dócil.
O encanto foi esmorecendo.
O coração começou a apertar.
Partiste. Foste em direcção à luz.
E eu, fiquei à espera.
Qual Penélope que esperou vinte anos sentada pelo seu Ulisses.
Ela tinha a sua colcha em tricot, que fazia de dia e desfazia de noite, era o seu refúgio e passatempo, talvez assim se distraísse e o tempo passasse mais rápido.
Eu tinha as lágrimas. Aguentava de dia para chorar à noite.
Deitava-me cedo. Não olhava para a janela que me fazia lembrar de tudo, evitava-a a todo o custo. Acho que era aí que o pano caía e eu atirava tudo o que sentia, toda a revolta e toda a tristeza para as paredes do quarto que tanto ouviram, viram e sentiram.
Revistei, vasculhei, virei do avesso a caixa do nosso amor para ver se tinha feito algo de errado. Nada, não encontrava qualquer indício para tal reviravolta.
O meu coração era um autêntico ponto de interrogação e todos os meus pensamentos eram questões retóricas.
Sentia falta do teu cheiro, do teu jeito de sorrir, do teu toque, do teu calor, da tua palavra amiga, do teu coração, da tua mão. Do teu amor.
Foste embora sem deixar carta, bilhete, um adeus ou um simples “tchau”.
Foste. Simplesmente, foste.
As seis horas perderam o encanto. O chá da tua mãe não conseguia curar a ferida que deixaste no meu coração. As palavras voavam na minha imaginação. A tua mãe era a única pessoa que me confortava por instantes, mais ninguém o conseguia fazer.
Sofri.
Sofri qual Penélope. Ulisses saiu para a guerra. Tu, saíste à conquista de um mundo que eu dizia inexistente.
Deixaste um mar de sonhos, um longo sorriso e um belo amor para trás. Correste em busca de algo desconhecido. Qual Peter Pan em busca da sua Terra do Nunca.
Foste meu amigo. Meu amor. Meu companheiro. Meu coração.
Gastei todas as palavras contigo. Tinha para contigo a linguagem mais dócil que conheço. Queria-te do meu lado só para te poder admirar.
Gostava de agarrar todos os teus sentidos. Respirar o teu ar.
Corri atrás de ti. Acompanhei-te, ou tentei. Sugeri que ficasses preso em mim. Gritei, sacudi e caí no tédio de um amor que acabou da pior maneira.
Fugiste de ti, ou talvez de mim, dos problemas, da rotina ou da vida?
Penso que foi a primeira vez que senti que não tinha tecto nem chão. Sonhava mais alto do que podia, acompanhava-te na tua busca desconhecida, imaginava-te em todo o lado. O chão saiu. Fugiu de mim qual meu amor.
A vida, o mundo desmoronaram.
E graças a ti, a nós, ao que fomos, ao que somos, ao que poderíamos ter sido, aos sonhos, aos sorrisos e à partilha que hoje tenho, escrevo e lembro a nossa história.
Escrevemos e editamos a nossa história meu amor.
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segunda-feira, 3 de março de 2008
Loucura
Aborrece-me esta actividade circundante.
Oiço vozes loucas que ecoam na minha cabeça e aceleram o mal-estar que o meu corpo adivinha.
O fecho magoa-me.O frio enrigece-me.O som da voz de alguém, que pouco ou nada veicula, incomoda-me.
Está tudo louco!
As calças apertam-me, as saudades também.
Gostava de ter conhecido Marx.Gostava de ter conhecido Pessoa.Gostava de ter conhecido Freud.
Está tudo louco!
Inquieta-me a alma.
Gostava de voltar a maio de 68, quero quebrar tradições!
Doi-me a cabeça.Aborrecem-me mensagens desagradáveis, chamadas inoportunas,palavras ambíguas.
Como custa o passar lento das horas...
"tu não és feio, apenas careces de atractividade física"...como é ridículo o uso do eufemismo!
Pese a tese, está tudo louco!
São-me indiferentes, pessoas ingratas que sempre nos trairam.
Gostava de ter conhecido Gandhi, Saussure, Victor Hugo.
O desejo aperta, a acção humana inicia...razão fora!
Só mais um pouco, está tudo louco!
Está tudo louco, menos eu.
Contaminem-me...
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Oiço vozes loucas que ecoam na minha cabeça e aceleram o mal-estar que o meu corpo adivinha.
O fecho magoa-me.O frio enrigece-me.O som da voz de alguém, que pouco ou nada veicula, incomoda-me.
Está tudo louco!
As calças apertam-me, as saudades também.
Gostava de ter conhecido Marx.Gostava de ter conhecido Pessoa.Gostava de ter conhecido Freud.
Está tudo louco!
Inquieta-me a alma.
Gostava de voltar a maio de 68, quero quebrar tradições!
Doi-me a cabeça.Aborrecem-me mensagens desagradáveis, chamadas inoportunas,palavras ambíguas.
Como custa o passar lento das horas...
"tu não és feio, apenas careces de atractividade física"...como é ridículo o uso do eufemismo!
Pese a tese, está tudo louco!
São-me indiferentes, pessoas ingratas que sempre nos trairam.
Gostava de ter conhecido Gandhi, Saussure, Victor Hugo.
O desejo aperta, a acção humana inicia...razão fora!
Só mais um pouco, está tudo louco!
Está tudo louco, menos eu.
Contaminem-me...
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sábado, 23 de fevereiro de 2008
Finalmente... EU
Não me procures.
Não te desejo.
Deixa-me seguir, não me pares.
Estou no meu caminho, não quero voltar.
Deixa-me levar pelo sonho.
Deixa-me sentir a esperança.
Renasci…
Simplesmente te esqueci…
Estou tão feliz comigo…
Acordo, e a cada dia, vejo o céu mais iluminado…
As nuvens que deixaste estão a desaparecer aos poucos… Não contaminaste o meu mundo não!! Alcancei o meu céu. Libertei-me de ti finalmente.
Mais uma vez, não me procures. Eu não posso mais.
#3
Não te desejo.
Deixa-me seguir, não me pares.
Estou no meu caminho, não quero voltar.
Deixa-me levar pelo sonho.
Deixa-me sentir a esperança.
Renasci…
Simplesmente te esqueci…
Estou tão feliz comigo…
Acordo, e a cada dia, vejo o céu mais iluminado…
As nuvens que deixaste estão a desaparecer aos poucos… Não contaminaste o meu mundo não!! Alcancei o meu céu. Libertei-me de ti finalmente.
Mais uma vez, não me procures. Eu não posso mais.
#3
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
código-4638
Hoje fechei uma porta para abrir outra.
A verdade é nossa, o passado era meu.
Vivi-te, passado, até ao último sopro do meu coração, hoje chega.
Chorei-te, pedi-te, usei-te, defendi-te…em vão, fizeste-me sempre andar atrás da oportunidade e impediste-me de viver.
Costumava ter-te como sólido, uma referência, a meta que, apesar de já ter sido ultrapassada, teimava em voltar a atingir…andei em círculos, esqueci-me de que a vida é uma linha recta e que o tempo não volta atrás.
Tu recuperaste-me no tempo, só te tenho que agradecer.
A ti que anuncias as manhas e delimitas as noites. A ti, cujo aroma se espalhou na minha sala e o sabor na minha boca e cujo toque, de tão suave que é, mais see assemelha ao mais puro e suave pedaço de seda. A ti, cujos olhos, de tanto brilho, iluminam o meu caminho, a ti dedico o que escrevo…a ti, por ti, porque é por ti que o hoje chegou.
3,2,1…
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A verdade é nossa, o passado era meu.
Vivi-te, passado, até ao último sopro do meu coração, hoje chega.
Chorei-te, pedi-te, usei-te, defendi-te…em vão, fizeste-me sempre andar atrás da oportunidade e impediste-me de viver.
Costumava ter-te como sólido, uma referência, a meta que, apesar de já ter sido ultrapassada, teimava em voltar a atingir…andei em círculos, esqueci-me de que a vida é uma linha recta e que o tempo não volta atrás.
Tu recuperaste-me no tempo, só te tenho que agradecer.
A ti que anuncias as manhas e delimitas as noites. A ti, cujo aroma se espalhou na minha sala e o sabor na minha boca e cujo toque, de tão suave que é, mais see assemelha ao mais puro e suave pedaço de seda. A ti, cujos olhos, de tanto brilho, iluminam o meu caminho, a ti dedico o que escrevo…a ti, por ti, porque é por ti que o hoje chegou.
3,2,1…
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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Luta contra o coração
Palavras soltas ao vento, promessas perdidas, desejos escondidos, sentimentos forjados....Farsas!!!
Não acredito no cliché “apagar o passado e começar de novo”, não acredito na promessa de mudança. O meu coração ficou vazio sem o teu amor e a minha alma ainda solta lágrimas de saudade, mas nada mudará. Novas promessas não vão fazer renascer das cinzas um amor que já não arde mais.
Queria acreditar no que dizes sentir, mas há algo a impedir que tal desejo se transforme em realidade. São estas palavras que flutuam num coração que deixaste vazio. Aquele que te dei, e que depois de aceitares, abandonaste. Era teu, só teu. Agora jamais voltará a sê-lo. Sinto que ele às vezes quer regressar às tuas mãos, mas não vou deixá-lo cair em tentação de novo. Porque se nele guardo os sentimentos, em mim tenho as memórias. Tenho as que me deixam saudosa. Tenho também aquelas das quais me arrependo, e sinto repugna por saber que antes de serem o que são agora, foram momentos vividos com todo o amor que tinha para te dar, e que tu pisaste e magoaste sem pudor.
Porém chegou o fim!!
Consegui apagar o desejo de voltar a ser tua e de me entregar a ti como fiz quando tudo parecia perfeito.
O meu coração continua a tentar convencer-me do contrário, mas eu sei que não vou perder esta guerra. Vou continuar a lutar contra aquilo que ele deseja, e vou vencer!!
#3
Não acredito no cliché “apagar o passado e começar de novo”, não acredito na promessa de mudança. O meu coração ficou vazio sem o teu amor e a minha alma ainda solta lágrimas de saudade, mas nada mudará. Novas promessas não vão fazer renascer das cinzas um amor que já não arde mais.
Queria acreditar no que dizes sentir, mas há algo a impedir que tal desejo se transforme em realidade. São estas palavras que flutuam num coração que deixaste vazio. Aquele que te dei, e que depois de aceitares, abandonaste. Era teu, só teu. Agora jamais voltará a sê-lo. Sinto que ele às vezes quer regressar às tuas mãos, mas não vou deixá-lo cair em tentação de novo. Porque se nele guardo os sentimentos, em mim tenho as memórias. Tenho as que me deixam saudosa. Tenho também aquelas das quais me arrependo, e sinto repugna por saber que antes de serem o que são agora, foram momentos vividos com todo o amor que tinha para te dar, e que tu pisaste e magoaste sem pudor.
Porém chegou o fim!!
Consegui apagar o desejo de voltar a ser tua e de me entregar a ti como fiz quando tudo parecia perfeito.
O meu coração continua a tentar convencer-me do contrário, mas eu sei que não vou perder esta guerra. Vou continuar a lutar contra aquilo que ele deseja, e vou vencer!!
#3
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Saudade (cont.)
Encontrei algo no teu olhar que nunca pensei encontrar. Encontrei força e vontade de voar.
Costumava chamar-te de “meu anjo”, tu sorrias e mimavas-me. O teu sorriso doce fazia-me tremer, sempre que o apreciava em demasia, tinha receio de o perder.
O vento trazia um pouco da aragem da cidade, não gostava! Contaminava o nosso ar puro e leve. Naquele tempo, respirar era um prazer. Agora, respirar serve somente para sobreviver.
Como tudo era mais fácil, como tudo era mais simples e (talvez) banal.
Um dia escreves-te um bilhete que ainda está guardado na nossa caixa, dizia: “Se em algum momento me esquecer de ti...perdi o coração!”. Está no meio de todas as palavras carinhosas, gestos e olhares cúmplices. Ali, temos o nosso amor. Guardado numa caixa, qual bugiganga, como se fosse algo material e inutilizado.
Sempre te vi como algo meu, algo possuído por o meu coração.
Reconhecer que erramos, ver que as ilusões e expectativas caíram por terra, dói.
Aquelas fotos que temos, a preto e branco...transmitiam tanta paz. Eu usava aqueles vestidos compridos, naquela altura não era de bom grado uma mulher usar calças. Era tudo tão agradavelmente tradicional.
Ficava horas a fio à tua espera. O vento era forte, levava-me os cabelos. Eles esvoaçavam de uma maneira selvagem e suave ao mesmo tempo. Tinha horas em que não conseguia estar no alpendre a tricotar com a tua mãe ou a ler ou então a fazer alguma camisola para o Inverno frio que se avizinhava. Nessa altura era bom estender a roupa, vi-a o seu balançar e tinha uma sensação de liberdade, sentia-me cada vez mais eu e cada vez mais leve.
Quando nos chateávamos gostava da maneira como me puxavas e me abraçavas logo a seguir das últimas palavras e gestos mal explicados. A tua mão na minha fazia-me sentir forte e capaz de abraçar todo o mundo. Aquecia todos os lugares frios que tivesse dentro de mim.
As tuas palavras reconfortavam qualquer sorriso. Era nestas alturas que sentia uma fusão tão grande que mesmo se nos perdessemos um do outro numa multidão, nos iríamos encontrar. O nosso coração e intuição funcionaria qual GPS.
Mas aquela imagem que está retida. Aquela última tentativa para uma foto decente, mãos dadas, concentrados na nossa ligação talvez, em pé e com as costas direitas... Parecíamos frios, distantes. Mas foi a foto que ficou e que guardo até hoje na caixa do nosso amor que tanto prezo.
E quando olhávamos o pôr-do-sol? Sentia-me criança nos teus braços, explicavas tudo o que perguntava. Gostava quando nos sentávamos no tronco em frente ao lago, apreciava cada instante, cada movimento, tinha medo de perder um pouco de beleza que o lago nos transmitia.
Lembras-te do gancho que me ofereces-te para o cabelo? Tinha uma flor linda, grande e era da cor do nosso amor, tal como afirmas-te quando ma deste. Foi no dia em que a tua mãe ficou a saber da nossa eterna ligação. Conhecia-a desde criança, mas naquele momento o sofá de tua casa ficou enorme e a tua mão não aquecia a minha. A tua mãe ouvia atentamente acenando com a cabeça num belo sim que me fez sorrir com toda a vontade de todo o mundo. Abraçou-me e disse-me que fazia parte da família a partir daquele momento. Senti-me especial e totalmente deliciada com as palavras da tua mãe. Eram de um carinho imenso e de um sinceridade que nunca mais ouvi nem senti de ninguém. A tua mãe sabia tocar qualquer coração.
Hoje ouvi falar em paz e em sorrisos, e tu tinhas um sorriso lindo que me transmitia paz. Quando sorrias o mundo ficava melhor, a paisagem brilhava e a melodia entrava. Sentia um arrepio e um prazer enorme por o poder ter só para mim.
Sinto-me lisonjeada por ter sido a escolhida por este belo amor. E agora triste, por este ter terminado de uma forma tão bela e ingénua ao mesmo tempo.
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Costumava chamar-te de “meu anjo”, tu sorrias e mimavas-me. O teu sorriso doce fazia-me tremer, sempre que o apreciava em demasia, tinha receio de o perder.
O vento trazia um pouco da aragem da cidade, não gostava! Contaminava o nosso ar puro e leve. Naquele tempo, respirar era um prazer. Agora, respirar serve somente para sobreviver.
Como tudo era mais fácil, como tudo era mais simples e (talvez) banal.
Um dia escreves-te um bilhete que ainda está guardado na nossa caixa, dizia: “Se em algum momento me esquecer de ti...perdi o coração!”. Está no meio de todas as palavras carinhosas, gestos e olhares cúmplices. Ali, temos o nosso amor. Guardado numa caixa, qual bugiganga, como se fosse algo material e inutilizado.
Sempre te vi como algo meu, algo possuído por o meu coração.
Reconhecer que erramos, ver que as ilusões e expectativas caíram por terra, dói.
Aquelas fotos que temos, a preto e branco...transmitiam tanta paz. Eu usava aqueles vestidos compridos, naquela altura não era de bom grado uma mulher usar calças. Era tudo tão agradavelmente tradicional.
Ficava horas a fio à tua espera. O vento era forte, levava-me os cabelos. Eles esvoaçavam de uma maneira selvagem e suave ao mesmo tempo. Tinha horas em que não conseguia estar no alpendre a tricotar com a tua mãe ou a ler ou então a fazer alguma camisola para o Inverno frio que se avizinhava. Nessa altura era bom estender a roupa, vi-a o seu balançar e tinha uma sensação de liberdade, sentia-me cada vez mais eu e cada vez mais leve.
Quando nos chateávamos gostava da maneira como me puxavas e me abraçavas logo a seguir das últimas palavras e gestos mal explicados. A tua mão na minha fazia-me sentir forte e capaz de abraçar todo o mundo. Aquecia todos os lugares frios que tivesse dentro de mim.
As tuas palavras reconfortavam qualquer sorriso. Era nestas alturas que sentia uma fusão tão grande que mesmo se nos perdessemos um do outro numa multidão, nos iríamos encontrar. O nosso coração e intuição funcionaria qual GPS.
Mas aquela imagem que está retida. Aquela última tentativa para uma foto decente, mãos dadas, concentrados na nossa ligação talvez, em pé e com as costas direitas... Parecíamos frios, distantes. Mas foi a foto que ficou e que guardo até hoje na caixa do nosso amor que tanto prezo.
E quando olhávamos o pôr-do-sol? Sentia-me criança nos teus braços, explicavas tudo o que perguntava. Gostava quando nos sentávamos no tronco em frente ao lago, apreciava cada instante, cada movimento, tinha medo de perder um pouco de beleza que o lago nos transmitia.
Lembras-te do gancho que me ofereces-te para o cabelo? Tinha uma flor linda, grande e era da cor do nosso amor, tal como afirmas-te quando ma deste. Foi no dia em que a tua mãe ficou a saber da nossa eterna ligação. Conhecia-a desde criança, mas naquele momento o sofá de tua casa ficou enorme e a tua mão não aquecia a minha. A tua mãe ouvia atentamente acenando com a cabeça num belo sim que me fez sorrir com toda a vontade de todo o mundo. Abraçou-me e disse-me que fazia parte da família a partir daquele momento. Senti-me especial e totalmente deliciada com as palavras da tua mãe. Eram de um carinho imenso e de um sinceridade que nunca mais ouvi nem senti de ninguém. A tua mãe sabia tocar qualquer coração.
Hoje ouvi falar em paz e em sorrisos, e tu tinhas um sorriso lindo que me transmitia paz. Quando sorrias o mundo ficava melhor, a paisagem brilhava e a melodia entrava. Sentia um arrepio e um prazer enorme por o poder ter só para mim.
Sinto-me lisonjeada por ter sido a escolhida por este belo amor. E agora triste, por este ter terminado de uma forma tão bela e ingénua ao mesmo tempo.
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Para elas...
[O meu carinho está nas vossas mãos]
( Cliquem para ouvir a música sff, não valer ler o texto sem a estar a ouvir )
Quando partir,
Vou sentir a vossa falta.
Quando sairmos daquela porta,
Um pouco do meu coração vai convosco.
Vão tirar uma parte do meu sorriso,
Parte do meu calor,
Parte do meu amor.
Vou sentir a saudade que nunca pensei sentir,
Vou querer voltar a “ter-nos”.
Vou sentir a vossa falta.
Quero os vossos sorrisos
As vossas palavras
Os vossos olhares
Os vossos corações para sempre comigo...
Vão estar sempre comigo
Esteja eu onde estiver.
Vão ocupar para sempre um lugar muito especial no meu coração.
O passado será perfeito e saudoso.
Vamos estar cheias de boas recordações,
De bons momentos, de boas palavras e ambições.
Vamos querer um abraço em conjunto e beijos trocados fervorosamente.
E só depois é que vamos sentir a falta que realmente fazemos umas às outras.
Vou querer voltar a 2006 para ter todo o calor do mundo comigo.
Quero sorrisos cúmplices, corações amigos e olhares intensos de necessidade.
Quero que levem uma parte de mim, a melhor parte.
Vocês são marca registada intrínseca em mim.
...Vocês são o meu sol, o meu sorriso, o meu coração.
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( Cliquem para ouvir a música sff, não valer ler o texto sem a estar a ouvir )
Quando partir,
Vou sentir a vossa falta.
Quando sairmos daquela porta,
Um pouco do meu coração vai convosco.
Vão tirar uma parte do meu sorriso,
Parte do meu calor,
Parte do meu amor.
Vou sentir a saudade que nunca pensei sentir,
Vou querer voltar a “ter-nos”.
Vou sentir a vossa falta.
Quero os vossos sorrisos
As vossas palavras
Os vossos olhares
Os vossos corações para sempre comigo...
Vão estar sempre comigo
Esteja eu onde estiver.
Vão ocupar para sempre um lugar muito especial no meu coração.
O passado será perfeito e saudoso.
Vamos estar cheias de boas recordações,
De bons momentos, de boas palavras e ambições.
Vamos querer um abraço em conjunto e beijos trocados fervorosamente.
E só depois é que vamos sentir a falta que realmente fazemos umas às outras.
Vou querer voltar a 2006 para ter todo o calor do mundo comigo.
Quero sorrisos cúmplices, corações amigos e olhares intensos de necessidade.
Quero que levem uma parte de mim, a melhor parte.
Vocês são marca registada intrínseca em mim.
...Vocês são o meu sol, o meu sorriso, o meu coração.
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terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Bem perto de mim
"Estou a ir à praia, já não vejo o mar há muito tempo. Ai que saudades do vento que estou a sentir..." - foi isto que lhe disse.
Amo as ondas que desenhas no meu olhar. Fascinam-me o vento que me empurra e a maresia que sinto...A areia que piso arrepia-me!! Ai este turbilhão de sentidos que me inundam e matam a saudade!! Saudades até das gaivotas, deste mar que me viu nascer e crescer, desta água que levou, e guarda as aguarelas da minha memória...
Meu querido mar, são lindas as tuas ondas, é perfeita a visão que estou a ter de ti. É a força das tuas ondas que me trouxe até aqui. São elas que levaram parte de mim, levaram aquilo que gostava de recordar, mas não consigo. Sei que vivi, sinto que estivemos perto, sinto que aquilo que perdi está guardado nas profundezas do teu ser. É a tua imensidão que faz cair as lágrimas que escorrem pelo meu rosto. Lágrimas estas,que saiem da minha alma, a alma que também a ti pertence,que absorve a maresia que soltas. Jamais me quero separar de ti. Quero envolver-me nas tuas ondas para todo o sempre.
Tu, areia, guardas todas as minhas pegadas! Não te esqueças que cada uma é responsável por aquilo que sou hoje. Confio em ti. Sei que estou longe de te merecer, mas de qualquer forma, estás guardada em mim.Guarda-me em ti também.
Vento, és a força da natureza que mais me deixa saudosa. "Sei que sabes que sim." Só te consigo sentir plenamente aqui, neste sítio. Longe daqui não tens a mesma magnitude. Mantenho-me fiel a ti. Não imaginas o prazer que sinto quando me despenteias e me deixas a tremer de frio!! Enches-me de orgulho! Deixas-me completamente feliz! É inexplicável a tua força e a tua grandeza...
A vocês deixo o meu sincero agradecimento pela saudade que sinto. Marcaram a minha vida, o meu Eu! Ainda quero brincar, pular e descobrir tudo aquilo de bom vocês têm para,generosamente, me dar . Não peço mais que boas recordações, e que os sentimentos que nutro por vocês se mantenham. Pretendo continuar a venerar a vossa beleza, a vossa fúria, a vossa rebeldia e a calma do vosso olhar ternurento. Sei que não me vão esquecer. Prometo voltar! Guardo-vos no meu coração. Mais uma vez, obrigada por inspirarem a minha alma e me fazerem desejar um regresso.
#3
Amo as ondas que desenhas no meu olhar. Fascinam-me o vento que me empurra e a maresia que sinto...A areia que piso arrepia-me!! Ai este turbilhão de sentidos que me inundam e matam a saudade!! Saudades até das gaivotas, deste mar que me viu nascer e crescer, desta água que levou, e guarda as aguarelas da minha memória...
Meu querido mar, são lindas as tuas ondas, é perfeita a visão que estou a ter de ti. É a força das tuas ondas que me trouxe até aqui. São elas que levaram parte de mim, levaram aquilo que gostava de recordar, mas não consigo. Sei que vivi, sinto que estivemos perto, sinto que aquilo que perdi está guardado nas profundezas do teu ser. É a tua imensidão que faz cair as lágrimas que escorrem pelo meu rosto. Lágrimas estas,que saiem da minha alma, a alma que também a ti pertence,que absorve a maresia que soltas. Jamais me quero separar de ti. Quero envolver-me nas tuas ondas para todo o sempre.
Tu, areia, guardas todas as minhas pegadas! Não te esqueças que cada uma é responsável por aquilo que sou hoje. Confio em ti. Sei que estou longe de te merecer, mas de qualquer forma, estás guardada em mim.Guarda-me em ti também.
Vento, és a força da natureza que mais me deixa saudosa. "Sei que sabes que sim." Só te consigo sentir plenamente aqui, neste sítio. Longe daqui não tens a mesma magnitude. Mantenho-me fiel a ti. Não imaginas o prazer que sinto quando me despenteias e me deixas a tremer de frio!! Enches-me de orgulho! Deixas-me completamente feliz! É inexplicável a tua força e a tua grandeza...
A vocês deixo o meu sincero agradecimento pela saudade que sinto. Marcaram a minha vida, o meu Eu! Ainda quero brincar, pular e descobrir tudo aquilo de bom vocês têm para,generosamente, me dar . Não peço mais que boas recordações, e que os sentimentos que nutro por vocês se mantenham. Pretendo continuar a venerar a vossa beleza, a vossa fúria, a vossa rebeldia e a calma do vosso olhar ternurento. Sei que não me vão esquecer. Prometo voltar! Guardo-vos no meu coração. Mais uma vez, obrigada por inspirarem a minha alma e me fazerem desejar um regresso.
#3
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Saudade (cont.)
Sabes o que tenho retido nos meus pensamentos (ou mente, ou coração)? Aquelas casas todas em madeira, com janelas enormes que nos mostravam o mundo tal como queríamos, aquelas portas pesadas e altas que do lado de lá nos presenteavam sempre com o cheiro caloroso a lareira com um toque especial a aroma familiar. Era bom, fazia-me sonhar e inspirar cada melodia daqueles aromas como se fossem essências.
E o cheiro a alecrim e a alfazema, lembras-te? Ao correr pelos campos, a passear, o cheiro era já intrínseco, escorregava e alojava-se na nossa pele, era algo que já fazia parte do nosso ser. O ar era puro, tal como o nosso amor.
Gostava de acordar contigo a meu lado, os teus olhos e os meus fundiam-se e o aroma amaciava todas as palavras ditas ou meramente pensadas.
A casa da tua mãe era uma alma quente. Sempre que lá entrava sentia-me novamente criança, com um sorriso repleto de amor, paz, ternura e sonhos feitos de nuvens de algodão e um sol aconchegante e reconfortante. Sentia-me bem, sempre me senti. Saboreava cada palavra, cada expressão que a tua mãe fazia. Era tão dócil, tinha uma sabedoria imensa, e sempre que me vinha embora saía com o coração repleto de calor. O chá da tua mãe não fazia só bem a uma simples gripe mas também à alma, regava-a de esperança e cor. “Faz milagres”. E fazia!
Gosto de me sentir criança, com todo o amor do mundo para dar e receber, algo tão frágil. Dizias que gostavas do meu sorriso terno. Pois para além deste tinha mais, pelo que dizias. Conhecias-me até pelos sorrisos, tinhas um significado para cada um, sabias tudo o que se passava por dentro. Conhecias o meu coração. O meu olhar era o detentor dos meus pensamentos e do meu coração, através dele detectavas tudo, adivinhavas o que sentia e pensava, falavas até em telepatia.
Quando queremos, tornamos a vida bela e harmoniosa. Através de sonhos e esperança.
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E o cheiro a alecrim e a alfazema, lembras-te? Ao correr pelos campos, a passear, o cheiro era já intrínseco, escorregava e alojava-se na nossa pele, era algo que já fazia parte do nosso ser. O ar era puro, tal como o nosso amor.
Gostava de acordar contigo a meu lado, os teus olhos e os meus fundiam-se e o aroma amaciava todas as palavras ditas ou meramente pensadas.
A casa da tua mãe era uma alma quente. Sempre que lá entrava sentia-me novamente criança, com um sorriso repleto de amor, paz, ternura e sonhos feitos de nuvens de algodão e um sol aconchegante e reconfortante. Sentia-me bem, sempre me senti. Saboreava cada palavra, cada expressão que a tua mãe fazia. Era tão dócil, tinha uma sabedoria imensa, e sempre que me vinha embora saía com o coração repleto de calor. O chá da tua mãe não fazia só bem a uma simples gripe mas também à alma, regava-a de esperança e cor. “Faz milagres”. E fazia!
Gosto de me sentir criança, com todo o amor do mundo para dar e receber, algo tão frágil. Dizias que gostavas do meu sorriso terno. Pois para além deste tinha mais, pelo que dizias. Conhecias-me até pelos sorrisos, tinhas um significado para cada um, sabias tudo o que se passava por dentro. Conhecias o meu coração. O meu olhar era o detentor dos meus pensamentos e do meu coração, através dele detectavas tudo, adivinhavas o que sentia e pensava, falavas até em telepatia.
Quando queremos, tornamos a vida bela e harmoniosa. Através de sonhos e esperança.
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quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Para ti
Entra comigo nesta viagem…
Sinto-me fraca, sem forças neste corpo que padece de um certo cansaço crónico.A culpa é tua, perdoa-me, mas não te sei mentir.
Custa-me escrever-te o obvio, custa-me não te falar.Custa-me pensar em ti, não é só das tuas palavras que sinto falta,não te apercebes disso?
A tua personalidade atrai-me, o teu corpo também…não consigo ser imune ás tuas distracções.
Perdoa-me mais uma vez…
Leio nos teus lábios o “coiso-te” que tanto me castiga, lês nos meus o “adoro-te” que não consigo camuflar. Como é injusto ser fiel a uma ilusão!
Dou voltas e voltas, anseio o final feliz desta história trágica. Ele não aparece…
Já que não me adoras, contento-me com o “coisas-me”.
Há uma coisa para cada tempo, e um tempo para cada coisa…acho que eu já passei do “teu” tempo.
Gosti, e mais não digo.
10
Sinto-me fraca, sem forças neste corpo que padece de um certo cansaço crónico.A culpa é tua, perdoa-me, mas não te sei mentir.
Custa-me escrever-te o obvio, custa-me não te falar.Custa-me pensar em ti, não é só das tuas palavras que sinto falta,não te apercebes disso?
A tua personalidade atrai-me, o teu corpo também…não consigo ser imune ás tuas distracções.
Perdoa-me mais uma vez…
Leio nos teus lábios o “coiso-te” que tanto me castiga, lês nos meus o “adoro-te” que não consigo camuflar. Como é injusto ser fiel a uma ilusão!
Dou voltas e voltas, anseio o final feliz desta história trágica. Ele não aparece…
Já que não me adoras, contento-me com o “coisas-me”.
Há uma coisa para cada tempo, e um tempo para cada coisa…acho que eu já passei do “teu” tempo.
Gosti, e mais não digo.
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