segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Put a coin, please!

Insert...
Costumo deitar-me e descansar. Faço agora vida de quem tem que, porque, tem que ser...o corpo pede.
Costumo fechar os olhos e sorrir, porque agora faço vida de quem tem que, porque, tem que ser...o corpo pede.
Costumo. Costumava. Agora por muito que peça... eles não fecham para sorrir, mas sim para servir de cortina. A janela está aberta. Ironia do destino, está de chuva! Quem diria...
Sento-me para fumar. Tudo tosse. Eu também...mas está cá um temporal!
Lavo os dentes e olho-me ao espelho. Sim senhora, com um pouco de uma qualquer invenção dessas que largam tinta mas não pintam até disfarçava! “São as marcas do tempo, sinónimo de sabedoria”...não, no meu caso não.
Esfrego os olhos com ambas as mãos. Corro o resto da cara num movimento leve, mas pouco delicado, uma espécie de não sei o que, mas que já vi num qualquer filme de terror. Na hora de maior angustia. Na hora em que ninguém está por perto. Na hora da solidão. Na hora...Que horas são? Sim, por volta desta hora.
Penso em tudo. Penso em nada. Olha, penso. Penso e vou escrevendo, não vá a memória falhar e esquecer-me do que pensei.
Paro por instantes. Lembro-me daquilo e daquela pessoa. Vai ali, dá a volta. Salto de um lado para o outro. Virilhas, agora. Dizem que é dom. Não sei, vamos lá ver.
Creio-me doida por segundos. Talvez. Só sei que isto é meu.
Manual break...
Não me vou vingar em mim. “deixa!”. Claro, é ela, que se f...”isso não se diz!” e então, isso faz-se?!...
Page break...
É tudo uma questão de Pés.



10 (ou o que resta disso)

2 comentários:

Anónimo disse...

É tudo uma questão de combinação de detalhes que juntos são tudo e sozinhos não são nada.
Esses detalhes que são e anda fazem ser são como as pessoas que são o que são, e ainda fazem com que as outras pessoas sejam ou se sintam ser, mas na verdade quando sozinhas, tal como a personagem do filme de terror, são desesperadamente um nada tão grande que se afoga em si mesmo por não saber onde fica a saída desse vácuo existencial.
Andar por andar, fazer por fazer, querer por querer, lembra-me algo que escrevi algures num dia destes.
Detalhes e linearidade duas palavras que me fazem lembrar de ti.
Uma autêntica observadora (lato sensu) que perde-se na falta de linearidade das coisas, porque afinal "nada é assim tão linear".

=)

M. disse...

Soubesse eu escrever como tu e faria até 5 comentários por dia!
Quando começo a achar o texto simples, vem a Ana e complica com um comentário ainda mais maluco! =) Pessoas comunicativas... eu sou só das ciências!

E digo-te mais, eu já acho que é mais uma questão de cabeça...
É dom, mas depende de como o usas... senão é apenas uma habilidade. É uma questão de cabeça! Tudo é.
Viver uma vida 'de quem tem que, porque, tem que ser'... não combina. Desperdício... de dons.

As tuas escrituras fazem-me lembrar das aulas de português... em que tentavamos decifrar o que o poeta dizia... acho que muitas vezes passámos longe... Mas tudo bem, há coisas que não foram criadas para serem entendidas, apenas apreciadas.

Beijo Gorgeous!