quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

15-0-09-2007

Ai como dói a saudade que carrego!
Tudo era perfeito, ou quase, brincávamos, sorriamos, conversávamos, chorávamos e discutíamos…tínhamos o peculiar, a nossa maior característica.
Adorávamo-nos nos momentos de ódio, uma espécie de “não sei” ou “não me apetece falar” que tanto te irritava, mas no fundo, ligava mais a mim.
Era um dia de sol, tudo para ser perfeito… faltavas tu. Já não estavas, tinhas partido para o desconhecido e pela primeira vez sentia-me impotente…não controlava o destino, nem o corpo, de tão fraco que estava. Lágrimas já não as tinhas. No peito, um aperto angustiante sufocava os gemidos de dor que me escapavam…tentei engoli-los, mas rebentei, desculpa ter falhado, mas ninguém é de ferro.
Guardei-te e quase nunca abro a tua porta, sim, aquela que te pertence, a ti e só a ti, por e para, com ou sem a tua presença. Recordas-te das chaves que te dei? Guarda-as, são só tuas.
É inevitável sentir-te em quase tudo o que faço.
Sabes, sinto a tua falta.



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terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Isn't it ironic??

Fizeste parte dos meus sonhos, sonhos que me davam asas, aqueles que me faziam voar pelo futuro, e dos quais jamais queria acordar. E na impossibilidade dessa hipótese, desejava que fosse a teu lado, poder abrir os olhos e ver-te a olhar para mim com o teu jeito ternurento, e a abraçar-me como só tu sabes fazer.

Sonhei passar contigo o resto da minha vida, chegar àquela fase em que seríamos velhinhos e estaríamos sentados no sofá, enrolados num cobertor a ver aquela série que passa ao domingo a tarde na Tv.…

Hoje dei por mim sentada no sofá, contigo. Enrolados num cobertor, a ver a série que passa ao domingo a tarde na Tv.

Momento perfeito, ou não! Diferenças entre o sonho e a realidade? Hoje já não fazes parte dos meus sonhos!!!

O tempo que passou matou o meu sentimento, matou a minha vontade de passar o resto dos meus dias contigo, matou o meu desejo, matou o meu sonho.

Mas descobri que isso não me entristece. Conhecer-te como conheço hoje faz com que não deseje realizar um sonho enterrado.

Aquela ultima musica que dançamos já não faz mais sentido. Devíamos tê-la dançado há muito tempo atrás. Acusavas-me de não estar a senti-la, mas a culpa é tua. A culpa é de tudo aquilo que queria que sentisses e não sentias. Agora é a minha vez de não querer. Não és mais “o meu amor”, não és mais “o meu querer” não és mais “tudo o que eu sonhei”.

Sabes? Esta tarde, por momentos, levantaste o pó que tinha encoberto aquele sentimento puro e inocente que nutria por ti. Um amor de adolescência talvez, mas era um amor capaz de ultrapassar todas as fronteiras que existiam entre nós. Mas rapidamente o pó assentou. Por ti era capaz de enfrentar o mundo. Não sou mais, nada me faz querer isso.

Não, isto não é o reflexo do meu ódio, ou até mesmo de desejo de vingança. Sou incapaz de sentir algo tão medíocre por ti. É apenas um amor perdido que me fez crescer como mulher, e do qual guardo apenas uma boa recordação.


02/12/2007



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