“As tuas palavras aceleram o meu processo de excreção”, digo-o em surdina enquanto exaltas os teus feitos. Não quero interromper um segundo que seja das 24h em que és, simplesmente, exemplar! Knock, knock, está aí dentro algum coração? A resposta é muda.
Falas de ti como se fosses o centro do universo, esqueces-te que não é o comprimento do Homem que o define, mas sim a sua dimensão humana. Onde anda a tua?
Não consigo definir-te, embora saiba o que te dói, de que gostas, o que fazes. Já paraste e olhaste para dentro? Só consegues dizer” eu”, sequer te lembras de usar o “tu”.
Vou-te contar um segredo, nenhum homem é uma ilha, quanto muito é uma península. Cuida bem do braço de terra que te sustenta, a erosão é uma constante e nada nem ninguém está imune a essa força maior chamada tempo.
Salva o que ainda te resta, pensa que não és nem mais nem melhor do que alguém, esforça-te por seres mais e melhor do que foste ontem.
Diria que estas palavras são a tomada de consciência da afinidade desafinada, o “tu aborreces-me” que não te digo, mas sinto.
10
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Momentos...
Aquele momento em que te ouvi...
Aquele momento em que a tua voz encheu a minha alma e completou o meu ser.
Mero acaso da quotidiana tarde de Domingo. Aquele Domingo em que a minha felicidadde transcendeu todas as barreiras do aceitável. Tornei-me uma pessoa realizada, ainda que, mais uma vez, por momentos...
Um bem-estar que me inundou...
Aquela alegria que uma criança tem quando recebe a prenda de Natal desejada durante todo o ano...Foi muito mais que isso! Foi um momento que, embora tão banal naquelas ruas do Porto, jamais esquecerei, algo que me marcou muito mais que qualquer recordação de infância. Sim, "talvez eu esteja exagerar", mas aquilo que me fizeste sentir, nunca antes tinha acontecido.
Tu, ser obscuro, simples desconhecido que cativou toda a minha alma e me motivou a ser feliz de uma forma tão simples, tão pura, tão perfeita, mereces todo o meu carinho, pois nunca na minha vida algo tinha sido tão irreal. Um sentimento intransmissível em palavras, em gestos, em expressões.
Ainda hoje me lembro do teu rosto, da tua voz, do teu toque, do teu olhar, da tua simplicidade. És o ser que preenche o vazio das minhas noites frias. Aquele homem cujo nome ainda não sei, mas que anseio voltar a ver, como se fosse crucial para a minha existência e realização.
#3
Aquele momento em que a tua voz encheu a minha alma e completou o meu ser.
Mero acaso da quotidiana tarde de Domingo. Aquele Domingo em que a minha felicidadde transcendeu todas as barreiras do aceitável. Tornei-me uma pessoa realizada, ainda que, mais uma vez, por momentos...
Um bem-estar que me inundou...
Aquela alegria que uma criança tem quando recebe a prenda de Natal desejada durante todo o ano...Foi muito mais que isso! Foi um momento que, embora tão banal naquelas ruas do Porto, jamais esquecerei, algo que me marcou muito mais que qualquer recordação de infância. Sim, "talvez eu esteja exagerar", mas aquilo que me fizeste sentir, nunca antes tinha acontecido.
Tu, ser obscuro, simples desconhecido que cativou toda a minha alma e me motivou a ser feliz de uma forma tão simples, tão pura, tão perfeita, mereces todo o meu carinho, pois nunca na minha vida algo tinha sido tão irreal. Um sentimento intransmissível em palavras, em gestos, em expressões.
Ainda hoje me lembro do teu rosto, da tua voz, do teu toque, do teu olhar, da tua simplicidade. És o ser que preenche o vazio das minhas noites frias. Aquele homem cujo nome ainda não sei, mas que anseio voltar a ver, como se fosse crucial para a minha existência e realização.
#3
terça-feira, 27 de novembro de 2007
...Somente assim...
Sabes a árvore de Natal maior da Europa? Sim, aquela que está no Porto. É linda, mas seria ainda mais se a tivesses visto comigo.
- Vamos?
És o meu porto de abrigo, és o meu sorriso e o meu olhar. O meu coração enche-se cada vez que penso em ti. Parece aqueles insufláveis, aqueles onde em criança gostávamos tanto de brincar. Também pode ser um balão, daqueles compridos dos quais os palhacinhos fazem flores, corações e afins.
E a vida corre assim, devagar, lentamente, saborosa...
Não consigo tirar os meus olhos de ti. Eles anseiam-te, sorriem quando te vêem, chamam por ti no meio da rua.
Já te disse que gostei da flor que me deste? Secou, mas está guardada, no coração e em cima da minha secretária, seca, como o nosso amor.
Sempre ouvi dizer que tudo o que tem vida necessita absurdamente de água. Uma constatação, uma reflexão, uma certeza indubitável.
Tudo é como uma árvore, nasce, cresce, sobrevive, perde as folhas, ou melhor, renova, muda de cor, e seca! É a realidade, nua e crua. Tudo é assim, tudo dura, até acabar. Sabes que comparo tudo isto ao sabor do café? Mexes o açúcar, sentes o primeiro gole e depois disso é um rechear de sabores intensos e acolhedores. Último gole, o sabor prolonga-se, até estar totalmente absorvido, e acabar! Não penso esta realidade muito boa de encarar, mas lá está, é a realidade, é a verdade e sempre a conheci má para a quem ouve e reconhece.
Gosto quando sorris para mim, fechas os olhos e dizes-me que sou a tua água. Eu sou o vento ou o mar, não me apego, não encontro aconchego. Sou incansável, dizes tu.
- Podes-me dar o Menu?
Porque é que a vida não pode ser assim? Tens uma lista, comprida de preferência ou se calhar é melhor curta, sucinta, mas com agradáveis sabores e novidades para conquistar.
“É assim, a vida é assim, só tens é de a reconhecer como tal”. Gosto do teu pensamento, cheira bem, mas ainda não entranhou por completo.
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- Vamos?
És o meu porto de abrigo, és o meu sorriso e o meu olhar. O meu coração enche-se cada vez que penso em ti. Parece aqueles insufláveis, aqueles onde em criança gostávamos tanto de brincar. Também pode ser um balão, daqueles compridos dos quais os palhacinhos fazem flores, corações e afins.
E a vida corre assim, devagar, lentamente, saborosa...
Não consigo tirar os meus olhos de ti. Eles anseiam-te, sorriem quando te vêem, chamam por ti no meio da rua.
Já te disse que gostei da flor que me deste? Secou, mas está guardada, no coração e em cima da minha secretária, seca, como o nosso amor.
Sempre ouvi dizer que tudo o que tem vida necessita absurdamente de água. Uma constatação, uma reflexão, uma certeza indubitável.
Tudo é como uma árvore, nasce, cresce, sobrevive, perde as folhas, ou melhor, renova, muda de cor, e seca! É a realidade, nua e crua. Tudo é assim, tudo dura, até acabar. Sabes que comparo tudo isto ao sabor do café? Mexes o açúcar, sentes o primeiro gole e depois disso é um rechear de sabores intensos e acolhedores. Último gole, o sabor prolonga-se, até estar totalmente absorvido, e acabar! Não penso esta realidade muito boa de encarar, mas lá está, é a realidade, é a verdade e sempre a conheci má para a quem ouve e reconhece.
Gosto quando sorris para mim, fechas os olhos e dizes-me que sou a tua água. Eu sou o vento ou o mar, não me apego, não encontro aconchego. Sou incansável, dizes tu.
- Podes-me dar o Menu?
Porque é que a vida não pode ser assim? Tens uma lista, comprida de preferência ou se calhar é melhor curta, sucinta, mas com agradáveis sabores e novidades para conquistar.
“É assim, a vida é assim, só tens é de a reconhecer como tal”. Gosto do teu pensamento, cheira bem, mas ainda não entranhou por completo.
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quarta-feira, 7 de novembro de 2007
F.....D
Pum pum, pum pum, sentes? Ele diz-me que continua ali, a tua espera, a respirar os restos de CO2 com que poluíste o meu ar.
Tudo seria perfeito, não fosse a tua mísera existência. Tudo seria radiante, não fosse a tua nuvem negra, carregada de fealdade e ingratidão. Fizeste-me de tudo, mas o pior foi quando me beijaste e deixaste no minuto seguinte. Deixaste que as nossas salivas se confundissem na promessa de que estarias sempre ali, à minha espera quando regressasse a casa depois de um dia pesado. Serias, assim como quem não quer a coisa, o meu refugio…mentiste-me! Não o podias ter feito, mas fizeste-o, sem dor nem remorsos.
Olho para trás e penso nos momentos a dois, nas passagens anómalas às quais me habituaste…sinto o teu cheiro e choro, mas não queres saber!
O tudo é pouco ou nada para ti.
Queres saber como me sinto? Queres saber se sofro por ti? Pergunta-me antes se ainda estou viva e obterás a resposta mais adequada. Digo-te que fizeste mossa.
Arrancaste-me o coração e meteste-o fora, já ouviste falar em reciclagem?
Nem por um minuto pensaste em mim.
Senti agora, uma lufada de ar fresco, descontaminado, apaziguador.
Já foste!
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Tudo seria perfeito, não fosse a tua mísera existência. Tudo seria radiante, não fosse a tua nuvem negra, carregada de fealdade e ingratidão. Fizeste-me de tudo, mas o pior foi quando me beijaste e deixaste no minuto seguinte. Deixaste que as nossas salivas se confundissem na promessa de que estarias sempre ali, à minha espera quando regressasse a casa depois de um dia pesado. Serias, assim como quem não quer a coisa, o meu refugio…mentiste-me! Não o podias ter feito, mas fizeste-o, sem dor nem remorsos.
Olho para trás e penso nos momentos a dois, nas passagens anómalas às quais me habituaste…sinto o teu cheiro e choro, mas não queres saber!
O tudo é pouco ou nada para ti.
Queres saber como me sinto? Queres saber se sofro por ti? Pergunta-me antes se ainda estou viva e obterás a resposta mais adequada. Digo-te que fizeste mossa.
Arrancaste-me o coração e meteste-o fora, já ouviste falar em reciclagem?
Nem por um minuto pensaste em mim.
Senti agora, uma lufada de ar fresco, descontaminado, apaziguador.
Já foste!
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