Não me procures.
Não te desejo.
Deixa-me seguir, não me pares.
Estou no meu caminho, não quero voltar.
Deixa-me levar pelo sonho.
Deixa-me sentir a esperança.
Renasci…
Simplesmente te esqueci…
Estou tão feliz comigo…
Acordo, e a cada dia, vejo o céu mais iluminado…
As nuvens que deixaste estão a desaparecer aos poucos… Não contaminaste o meu mundo não!! Alcancei o meu céu. Libertei-me de ti finalmente.
Mais uma vez, não me procures. Eu não posso mais.
#3
sábado, 23 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
código-4638
Hoje fechei uma porta para abrir outra.
A verdade é nossa, o passado era meu.
Vivi-te, passado, até ao último sopro do meu coração, hoje chega.
Chorei-te, pedi-te, usei-te, defendi-te…em vão, fizeste-me sempre andar atrás da oportunidade e impediste-me de viver.
Costumava ter-te como sólido, uma referência, a meta que, apesar de já ter sido ultrapassada, teimava em voltar a atingir…andei em círculos, esqueci-me de que a vida é uma linha recta e que o tempo não volta atrás.
Tu recuperaste-me no tempo, só te tenho que agradecer.
A ti que anuncias as manhas e delimitas as noites. A ti, cujo aroma se espalhou na minha sala e o sabor na minha boca e cujo toque, de tão suave que é, mais see assemelha ao mais puro e suave pedaço de seda. A ti, cujos olhos, de tanto brilho, iluminam o meu caminho, a ti dedico o que escrevo…a ti, por ti, porque é por ti que o hoje chegou.
3,2,1…
10
A verdade é nossa, o passado era meu.
Vivi-te, passado, até ao último sopro do meu coração, hoje chega.
Chorei-te, pedi-te, usei-te, defendi-te…em vão, fizeste-me sempre andar atrás da oportunidade e impediste-me de viver.
Costumava ter-te como sólido, uma referência, a meta que, apesar de já ter sido ultrapassada, teimava em voltar a atingir…andei em círculos, esqueci-me de que a vida é uma linha recta e que o tempo não volta atrás.
Tu recuperaste-me no tempo, só te tenho que agradecer.
A ti que anuncias as manhas e delimitas as noites. A ti, cujo aroma se espalhou na minha sala e o sabor na minha boca e cujo toque, de tão suave que é, mais see assemelha ao mais puro e suave pedaço de seda. A ti, cujos olhos, de tanto brilho, iluminam o meu caminho, a ti dedico o que escrevo…a ti, por ti, porque é por ti que o hoje chegou.
3,2,1…
10
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Luta contra o coração
Palavras soltas ao vento, promessas perdidas, desejos escondidos, sentimentos forjados....Farsas!!!
Não acredito no cliché “apagar o passado e começar de novo”, não acredito na promessa de mudança. O meu coração ficou vazio sem o teu amor e a minha alma ainda solta lágrimas de saudade, mas nada mudará. Novas promessas não vão fazer renascer das cinzas um amor que já não arde mais.
Queria acreditar no que dizes sentir, mas há algo a impedir que tal desejo se transforme em realidade. São estas palavras que flutuam num coração que deixaste vazio. Aquele que te dei, e que depois de aceitares, abandonaste. Era teu, só teu. Agora jamais voltará a sê-lo. Sinto que ele às vezes quer regressar às tuas mãos, mas não vou deixá-lo cair em tentação de novo. Porque se nele guardo os sentimentos, em mim tenho as memórias. Tenho as que me deixam saudosa. Tenho também aquelas das quais me arrependo, e sinto repugna por saber que antes de serem o que são agora, foram momentos vividos com todo o amor que tinha para te dar, e que tu pisaste e magoaste sem pudor.
Porém chegou o fim!!
Consegui apagar o desejo de voltar a ser tua e de me entregar a ti como fiz quando tudo parecia perfeito.
O meu coração continua a tentar convencer-me do contrário, mas eu sei que não vou perder esta guerra. Vou continuar a lutar contra aquilo que ele deseja, e vou vencer!!
#3
Não acredito no cliché “apagar o passado e começar de novo”, não acredito na promessa de mudança. O meu coração ficou vazio sem o teu amor e a minha alma ainda solta lágrimas de saudade, mas nada mudará. Novas promessas não vão fazer renascer das cinzas um amor que já não arde mais.
Queria acreditar no que dizes sentir, mas há algo a impedir que tal desejo se transforme em realidade. São estas palavras que flutuam num coração que deixaste vazio. Aquele que te dei, e que depois de aceitares, abandonaste. Era teu, só teu. Agora jamais voltará a sê-lo. Sinto que ele às vezes quer regressar às tuas mãos, mas não vou deixá-lo cair em tentação de novo. Porque se nele guardo os sentimentos, em mim tenho as memórias. Tenho as que me deixam saudosa. Tenho também aquelas das quais me arrependo, e sinto repugna por saber que antes de serem o que são agora, foram momentos vividos com todo o amor que tinha para te dar, e que tu pisaste e magoaste sem pudor.
Porém chegou o fim!!
Consegui apagar o desejo de voltar a ser tua e de me entregar a ti como fiz quando tudo parecia perfeito.
O meu coração continua a tentar convencer-me do contrário, mas eu sei que não vou perder esta guerra. Vou continuar a lutar contra aquilo que ele deseja, e vou vencer!!
#3
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Saudade (cont.)
Encontrei algo no teu olhar que nunca pensei encontrar. Encontrei força e vontade de voar.
Costumava chamar-te de “meu anjo”, tu sorrias e mimavas-me. O teu sorriso doce fazia-me tremer, sempre que o apreciava em demasia, tinha receio de o perder.
O vento trazia um pouco da aragem da cidade, não gostava! Contaminava o nosso ar puro e leve. Naquele tempo, respirar era um prazer. Agora, respirar serve somente para sobreviver.
Como tudo era mais fácil, como tudo era mais simples e (talvez) banal.
Um dia escreves-te um bilhete que ainda está guardado na nossa caixa, dizia: “Se em algum momento me esquecer de ti...perdi o coração!”. Está no meio de todas as palavras carinhosas, gestos e olhares cúmplices. Ali, temos o nosso amor. Guardado numa caixa, qual bugiganga, como se fosse algo material e inutilizado.
Sempre te vi como algo meu, algo possuído por o meu coração.
Reconhecer que erramos, ver que as ilusões e expectativas caíram por terra, dói.
Aquelas fotos que temos, a preto e branco...transmitiam tanta paz. Eu usava aqueles vestidos compridos, naquela altura não era de bom grado uma mulher usar calças. Era tudo tão agradavelmente tradicional.
Ficava horas a fio à tua espera. O vento era forte, levava-me os cabelos. Eles esvoaçavam de uma maneira selvagem e suave ao mesmo tempo. Tinha horas em que não conseguia estar no alpendre a tricotar com a tua mãe ou a ler ou então a fazer alguma camisola para o Inverno frio que se avizinhava. Nessa altura era bom estender a roupa, vi-a o seu balançar e tinha uma sensação de liberdade, sentia-me cada vez mais eu e cada vez mais leve.
Quando nos chateávamos gostava da maneira como me puxavas e me abraçavas logo a seguir das últimas palavras e gestos mal explicados. A tua mão na minha fazia-me sentir forte e capaz de abraçar todo o mundo. Aquecia todos os lugares frios que tivesse dentro de mim.
As tuas palavras reconfortavam qualquer sorriso. Era nestas alturas que sentia uma fusão tão grande que mesmo se nos perdessemos um do outro numa multidão, nos iríamos encontrar. O nosso coração e intuição funcionaria qual GPS.
Mas aquela imagem que está retida. Aquela última tentativa para uma foto decente, mãos dadas, concentrados na nossa ligação talvez, em pé e com as costas direitas... Parecíamos frios, distantes. Mas foi a foto que ficou e que guardo até hoje na caixa do nosso amor que tanto prezo.
E quando olhávamos o pôr-do-sol? Sentia-me criança nos teus braços, explicavas tudo o que perguntava. Gostava quando nos sentávamos no tronco em frente ao lago, apreciava cada instante, cada movimento, tinha medo de perder um pouco de beleza que o lago nos transmitia.
Lembras-te do gancho que me ofereces-te para o cabelo? Tinha uma flor linda, grande e era da cor do nosso amor, tal como afirmas-te quando ma deste. Foi no dia em que a tua mãe ficou a saber da nossa eterna ligação. Conhecia-a desde criança, mas naquele momento o sofá de tua casa ficou enorme e a tua mão não aquecia a minha. A tua mãe ouvia atentamente acenando com a cabeça num belo sim que me fez sorrir com toda a vontade de todo o mundo. Abraçou-me e disse-me que fazia parte da família a partir daquele momento. Senti-me especial e totalmente deliciada com as palavras da tua mãe. Eram de um carinho imenso e de um sinceridade que nunca mais ouvi nem senti de ninguém. A tua mãe sabia tocar qualquer coração.
Hoje ouvi falar em paz e em sorrisos, e tu tinhas um sorriso lindo que me transmitia paz. Quando sorrias o mundo ficava melhor, a paisagem brilhava e a melodia entrava. Sentia um arrepio e um prazer enorme por o poder ter só para mim.
Sinto-me lisonjeada por ter sido a escolhida por este belo amor. E agora triste, por este ter terminado de uma forma tão bela e ingénua ao mesmo tempo.
1 3
Costumava chamar-te de “meu anjo”, tu sorrias e mimavas-me. O teu sorriso doce fazia-me tremer, sempre que o apreciava em demasia, tinha receio de o perder.
O vento trazia um pouco da aragem da cidade, não gostava! Contaminava o nosso ar puro e leve. Naquele tempo, respirar era um prazer. Agora, respirar serve somente para sobreviver.
Como tudo era mais fácil, como tudo era mais simples e (talvez) banal.
Um dia escreves-te um bilhete que ainda está guardado na nossa caixa, dizia: “Se em algum momento me esquecer de ti...perdi o coração!”. Está no meio de todas as palavras carinhosas, gestos e olhares cúmplices. Ali, temos o nosso amor. Guardado numa caixa, qual bugiganga, como se fosse algo material e inutilizado.
Sempre te vi como algo meu, algo possuído por o meu coração.
Reconhecer que erramos, ver que as ilusões e expectativas caíram por terra, dói.
Aquelas fotos que temos, a preto e branco...transmitiam tanta paz. Eu usava aqueles vestidos compridos, naquela altura não era de bom grado uma mulher usar calças. Era tudo tão agradavelmente tradicional.
Ficava horas a fio à tua espera. O vento era forte, levava-me os cabelos. Eles esvoaçavam de uma maneira selvagem e suave ao mesmo tempo. Tinha horas em que não conseguia estar no alpendre a tricotar com a tua mãe ou a ler ou então a fazer alguma camisola para o Inverno frio que se avizinhava. Nessa altura era bom estender a roupa, vi-a o seu balançar e tinha uma sensação de liberdade, sentia-me cada vez mais eu e cada vez mais leve.
Quando nos chateávamos gostava da maneira como me puxavas e me abraçavas logo a seguir das últimas palavras e gestos mal explicados. A tua mão na minha fazia-me sentir forte e capaz de abraçar todo o mundo. Aquecia todos os lugares frios que tivesse dentro de mim.
As tuas palavras reconfortavam qualquer sorriso. Era nestas alturas que sentia uma fusão tão grande que mesmo se nos perdessemos um do outro numa multidão, nos iríamos encontrar. O nosso coração e intuição funcionaria qual GPS.
Mas aquela imagem que está retida. Aquela última tentativa para uma foto decente, mãos dadas, concentrados na nossa ligação talvez, em pé e com as costas direitas... Parecíamos frios, distantes. Mas foi a foto que ficou e que guardo até hoje na caixa do nosso amor que tanto prezo.
E quando olhávamos o pôr-do-sol? Sentia-me criança nos teus braços, explicavas tudo o que perguntava. Gostava quando nos sentávamos no tronco em frente ao lago, apreciava cada instante, cada movimento, tinha medo de perder um pouco de beleza que o lago nos transmitia.
Lembras-te do gancho que me ofereces-te para o cabelo? Tinha uma flor linda, grande e era da cor do nosso amor, tal como afirmas-te quando ma deste. Foi no dia em que a tua mãe ficou a saber da nossa eterna ligação. Conhecia-a desde criança, mas naquele momento o sofá de tua casa ficou enorme e a tua mão não aquecia a minha. A tua mãe ouvia atentamente acenando com a cabeça num belo sim que me fez sorrir com toda a vontade de todo o mundo. Abraçou-me e disse-me que fazia parte da família a partir daquele momento. Senti-me especial e totalmente deliciada com as palavras da tua mãe. Eram de um carinho imenso e de um sinceridade que nunca mais ouvi nem senti de ninguém. A tua mãe sabia tocar qualquer coração.
Hoje ouvi falar em paz e em sorrisos, e tu tinhas um sorriso lindo que me transmitia paz. Quando sorrias o mundo ficava melhor, a paisagem brilhava e a melodia entrava. Sentia um arrepio e um prazer enorme por o poder ter só para mim.
Sinto-me lisonjeada por ter sido a escolhida por este belo amor. E agora triste, por este ter terminado de uma forma tão bela e ingénua ao mesmo tempo.
1 3
Subscrever:
Mensagens (Atom)