quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

PLEASE...Remember

O tempo é cruel...
Não me recordo de alguma vez ter pensado no dia de hoje.
Hoje tenho noção que não há um "para sempre". Um afastamento inevitável. Já não crio ilusões, já não desejo um "para sempre", desejo um momento que valha para o resto da minha vida.
Esses tantos momentos que passámos e que me fazem sorrir e desejar voltar ao passado para poder vivê-los com ainda mais intensidade.
Foi o destino que nos juntou, e esse mesmo destino que nos separou, mas que para sempre nos irá unir. Pode até mesmo ser contraditório o que acabei de escrever, mas quantas vezes a vida não é contraditória também? Quantas vezes desejamos estagnar num momento da nossa vida, e ao mesmo tempo temos vontade de avançar, de correr o mundo, de nos encontrarmos?
E cada uma de nós voou, correu, partiu para o desconhecido...e irá um dia alcançar!
Sim, vocês, meus três anjos que estão guardados na minha memória, no meu coração, nas minhas mais belas recordações e lembranças.
Vocês que marcaram um passado, e concerteza continuarão no futuro.
Guardem-me como sempre o souberam fazer. Continuem a fazer-me sorrir, continuem a lutar, a vencer.
E agora, o cliché "perto, ou longe estarei convosco". Como vi ou ouvi em algum lado, os verdadeiros amigos nem sempre são os que estão constantemente ao nosso lado, são aqueles que, mesmo sem sabermos nada deles, sabemos que estão connosco, dentro de nós!

V* L* J* eternamente guardadas!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Put a coin, please!

Insert...
Costumo deitar-me e descansar. Faço agora vida de quem tem que, porque, tem que ser...o corpo pede.
Costumo fechar os olhos e sorrir, porque agora faço vida de quem tem que, porque, tem que ser...o corpo pede.
Costumo. Costumava. Agora por muito que peça... eles não fecham para sorrir, mas sim para servir de cortina. A janela está aberta. Ironia do destino, está de chuva! Quem diria...
Sento-me para fumar. Tudo tosse. Eu também...mas está cá um temporal!
Lavo os dentes e olho-me ao espelho. Sim senhora, com um pouco de uma qualquer invenção dessas que largam tinta mas não pintam até disfarçava! “São as marcas do tempo, sinónimo de sabedoria”...não, no meu caso não.
Esfrego os olhos com ambas as mãos. Corro o resto da cara num movimento leve, mas pouco delicado, uma espécie de não sei o que, mas que já vi num qualquer filme de terror. Na hora de maior angustia. Na hora em que ninguém está por perto. Na hora da solidão. Na hora...Que horas são? Sim, por volta desta hora.
Penso em tudo. Penso em nada. Olha, penso. Penso e vou escrevendo, não vá a memória falhar e esquecer-me do que pensei.
Paro por instantes. Lembro-me daquilo e daquela pessoa. Vai ali, dá a volta. Salto de um lado para o outro. Virilhas, agora. Dizem que é dom. Não sei, vamos lá ver.
Creio-me doida por segundos. Talvez. Só sei que isto é meu.
Manual break...
Não me vou vingar em mim. “deixa!”. Claro, é ela, que se f...”isso não se diz!” e então, isso faz-se?!...
Page break...
É tudo uma questão de Pés.



10 (ou o que resta disso)