De mim
Ao pouco que sei acrescento o inusitado,
Quero pela metade o que é meu por direito e cogito,
Ou creio magicar no que faço.
É-me difícil negar tamanho refúgio e desvaneço-me sempre que o procuro.
Apago o âmago e transgrido todas as regras do bom senso,
Não importa agora de quem ou até mesmo se há culpa,
Sei-me ali a meio de uma qualquer coisa bonita ou feia,
O lusco-fusco das emoções,
Onde nada jaz em paz.
Não há reciprocidade que alivie o pesar da convenção,
Nem meia altura que sirva para esconder o semblante,
Carregado de triste ideia,
De quem um dia quis demais,
Sem pensar no que viria a ser.
Não digo mentiras, apenas inverdades intercessoras,
Que impedem o sóbrio coração de confessar:
É sedutor.
For how long?
10
O meu número é o 10 e o meu nome é Sandra Coutinho
(a despedir-me desta fase da minha vida)
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
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