terça-feira, 29 de abril de 2008

Título:

Turn on.
“Hello, hello…there`s no place i cannot go”
Queria ter a minha língua, um qualquer código só meu, teu, dele, dela e talvez de mais um ou outro ser. Ser…o que é ser? Ser o quê? Ser Ser? Para quem o ser? Não sei, mas inquieta-me. Inquieto-me sempre, com o pormenor, o imponente, o fraco, forte, o persistente, o efémero…tudo e tudo, mas inquieta-me sobejamente a estupidez, a malvadez, intriga, fealdade do tal Ser que julgo ser. Não gosto, não quero. Afasto-me disso, mas diz-me tu, que me lês, se também não erras? Eu sei que sim.
Acho que pouco me passa ao lado, esse pormenor mata-me. Cheiras bem, vestes bem, falas bem, andas bem, és o exemplo, mas caíste em desgraça…apercebi-me do pormenor.
Falta-me inspiração. Falta-me espaço. Sinto-me nostálgica e triste. A culpa é da minha espécie. Não percebem que não há culpa na origem e que o valor está na caminha da formação…não te censuro, espécie de espécie que fustiga o Ser. Apelo ao teu emotivo.
Já olhaste a tua volta? Há talento. Há essência. Há valor.
Dá as mãos. A multidão não te deixa apregoar a grandeza da tua individualidade. Não me imites. Não me negues. Não aceites o não. Não. Não.
Não há lugar onde não possas ir.
Palavra de ordem: Ser.
Turn off.




10

1 comentário:

M. disse...

Ai ai que está tanto frio por aqui! :S

Os teus textos são fáceis de gostar e difíceis de comentar! Pelo menos para mim... sou limitada, o que queres?!

Mas olha, gostei muito e também acho curioso como algumas pessoas se contentam apenas com a aparência; Isso tudo é passageiro e acredito mesmo que a vida traga mais sabedoria; acredito ou espero! Se isso não acontecer, que as pessoas tenham encontrado algum valor na sua ilusão. Bom para elas.

Não queria gastar muito a frase, mas tem que ser, até porque não me cultivei para encontrar uma tão boa quanto:

'O essencial é invisível aos olhos'

E Beijo!