terça-feira, 23 de outubro de 2007

Palavras mudas

“Vejo-te por entre a porta entreaberta que nos separa”, penso nisto constantemente e censuro-me pelo facto.
Ainda agora te conheci e a tua ausência já é sentida, fugaz sopro deste desesperado coração nómada.
Antevejo um futuro turvo, culpa deste presente triste e não te culpo, nem a mim… nem tento. Soubesses tu o que nos imagino e matar-me-ias com palavras acusadoras, acutilantes, capazes de me fazerem sangrar…assim não o quero.
“ Penso no teu jeito envergonhado, no sorriso tímido, na espécie de escudo que tanto me fascina e anseio pelo sinal do consentimento, um sim à pergunta muda que te fiz enquanto focava a tua alma “, tormento de alma!
Sentes o mesmo?
Sabes quem és tu, que me inspiras e enervas?
Vou dizer ao vento o teu nome, na esperança de que, por ironia do destino, seja o mesmo que passa em frente a tua janela e te dê a boa nova.
A lua é mágica, mas a noite assusta-me.




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2 comentários:

M. disse...

Ai esse desesperado coração...
Aquilo de não alimentar o bichinho... já nem te lembras!
Está lindo o texto. Mas a verdade é que se tivesses assim tanto medo da noite, nem os pezinhos punhas de fora! E o que se pode fazer? Nada...
Só te peço para caminhares com cautela... O teu coração nómada não precisa de mais estradas esburacadas, nem ruas sem saída...
E tu sabes, escolhas o caminho que escolheres, vou estar sempre no 'carro de apoio', pronta para secar as lágrimas ou sorrir contigo!E isto... é o que mais quero.

Só mereces ser feliz.
Beijo

Anónimo disse...

oh coisinha pekenina tns que ir ao meu blog com o ludo q escrevi um texto deposi de inspirar-me ao ler esse texto teu xD

bjinhu*