Talvez, não encontro melhor forma de começar a minha divagação, ainda te sinta em momentos de embriaguês sórdida.
Há muito que te guardo no meu coração, há muito que preenches a minha alma e há muito também que isso deixou de ser novidade. A ti entreguei o que pude e soube, investi em nós, como se o mundo dependesse de um gesto do mais puro altruísmo para sobreviver, mas enganei-me. De ti recebi o momento, talvez surgido da carência de anos sem palavras de aconchego, mas faltou-me o segundo seguinte, do qual, no teu subconsciente, eu já não faria parte. Sentei e chorei…
Revoltei-me e apelei ao que tivéramos para que voltasses a ser quem outrora foste...em vão, há um tempo para cada coisa e cada coisa para o seu tempo. Lembrei-me de lavar pensamentos recentes de mais, mas as cores obviamente mantiveram-se bem vivas.
Apago, escrevo, apago, escrevo, apago e escrevo, o teu nome está na memória não volátil do meu disco rígido. Risco, pinto, canto, pulo, caio, magoo-me…infrutífero. Onde quer que vá estas comigo, és a patologia crónica com ou sem a qual não consigo viver.
Eu sei que tu sabes o que és para mim, e isso dói, porque se não o soubesses, terias a distracção como desculpa. Falamos de incompatibilidades, de sentimentos distintos, falamos da dor de um e do júbilo de outro, em suma, falamos de vida. Limpei as lágrimas e levantei-me…
Estas são as palavras que me assolam quando estas comigo, mas não saem naturalmente. Isto é para ti…
Queres saber? Eu gosto de ti.
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quinta-feira, 18 de outubro de 2007
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2 comentários:
Sabes, essas folhas soltas, ideias soltas, podiam compor uma historia... Le-se o sentimento de forma perfeita! Pelo menos eu leio. E o comeco está [para mim] evidente: "Limpei as lagrimas e levantei-me!", mas sem reticencias.
Devo aparecer por aqui mais vezes.
Gostei.
Beijo e beijo!
Muito, muito bonito. Espero ter a mesma força que tu para me levantar... conto contigo para me ensinares como se faz. Beijinhos, gosto de ti.
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