
Tremi...
Uma lágrima escorreu pelo meu rosto no regresso...
Um arrepio soltou-se na minha alma...
Senti-me tão, mas tão frágil! Senti um vazio, um vazio de ti. Emoções antes sentidas, vividas, exprimidas. São quimeras!
Este regresso sem ti não faz sentido, é um vazio repleto de dor! Ai como custa.
Inundam-me estas águas do Douro. Recordações. Uma saudade imensa que não é arrastada pelas ondas da vida, pela maré do tempo!
Assustam-me as gaivotas. Nao estás cá. Preciso do teu abraço, da tua protecção.
Tento fugir de ti. Tento fugir do passado. Quero fugir deste lugar que chama por mim. Tento contrariar este sentido que a vida tomou sem a minha permissão. Valerá a pena?
Esta dissonância de vontades magoa-me.
Talvez não me consigas perceber. Talvez seja "complicada", como insistes em adjectivar-me.
Mas sabes? Admito que possa sê-lo, admito que também não me percebo. Sinto-me incapaz de lutar contra ti, contra a minha mágoa, contra a falta que me fazes.
Queria-te comigo. Agora. Aqui.
#3
1 comentário:
Alguém disse-me certa vez que nada daquilo que vivemos é irrelevante e que mais cedo ou mais tarde acabamos por sentir falta tanto das pequenas como das grandes coisas. Um lugar, um cheiro, um abraço, uma presença.
Sentir falta de algo que já não temos, mas que nos marcou é normal. O que para mim não é normal é a facilidade que as pessoas têm de rotular as pessoas quando não se esforçam para entendê-las...
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