Fizeste parte dos meus sonhos, sonhos que me davam asas, aqueles que me faziam voar pelo futuro, e dos quais jamais queria acordar. E na impossibilidade dessa hipótese, desejava que fosse a teu lado, poder abrir os olhos e ver-te a olhar para mim com o teu jeito ternurento, e a abraçar-me como só tu sabes fazer.
Sonhei passar contigo o resto da minha vida, chegar àquela fase em que seríamos velhinhos e estaríamos sentados no sofá, enrolados num cobertor a ver aquela série que passa ao domingo a tarde na Tv.…
Hoje dei por mim sentada no sofá, contigo. Enrolados num cobertor, a ver a série que passa ao domingo a tarde na Tv.
Momento perfeito, ou não! Diferenças entre o sonho e a realidade? Hoje já não fazes parte dos meus sonhos!!!
O tempo que passou matou o meu sentimento, matou a minha vontade de passar o resto dos meus dias contigo, matou o meu desejo, matou o meu sonho.
Mas descobri que isso não me entristece. Conhecer-te como conheço hoje faz com que não deseje realizar um sonho enterrado.
Aquela ultima musica que dançamos já não faz mais sentido. Devíamos tê-la dançado há muito tempo atrás. Acusavas-me de não estar a senti-la, mas a culpa é tua. A culpa é de tudo aquilo que queria que sentisses e não sentias. Agora é a minha vez de não querer. Não és mais “o meu amor”, não és mais “o meu querer” não és mais “tudo o que eu sonhei”.
Sabes? Esta tarde, por momentos, levantaste o pó que tinha encoberto aquele sentimento puro e inocente que nutria por ti. Um amor de adolescência talvez, mas era um amor capaz de ultrapassar todas as fronteiras que existiam entre nós. Mas rapidamente o pó assentou. Por ti era capaz de enfrentar o mundo. Não sou mais, nada me faz querer isso.
Não, isto não é o reflexo do meu ódio, ou até mesmo de desejo de vingança. Sou incapaz de sentir algo tão medíocre por ti. É apenas um amor perdido que me fez crescer como mulher, e do qual guardo apenas uma boa recordação.
02/12/2007
#3
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário