Aquele momento em que te ouvi...
Aquele momento em que a tua voz encheu a minha alma e completou o meu ser.
Mero acaso da quotidiana tarde de Domingo. Aquele Domingo em que a minha felicidadde transcendeu todas as barreiras do aceitável. Tornei-me uma pessoa realizada, ainda que, mais uma vez, por momentos...
Um bem-estar que me inundou...
Aquela alegria que uma criança tem quando recebe a prenda de Natal desejada durante todo o ano...Foi muito mais que isso! Foi um momento que, embora tão banal naquelas ruas do Porto, jamais esquecerei, algo que me marcou muito mais que qualquer recordação de infância. Sim, "talvez eu esteja exagerar", mas aquilo que me fizeste sentir, nunca antes tinha acontecido.
Tu, ser obscuro, simples desconhecido que cativou toda a minha alma e me motivou a ser feliz de uma forma tão simples, tão pura, tão perfeita, mereces todo o meu carinho, pois nunca na minha vida algo tinha sido tão irreal. Um sentimento intransmissível em palavras, em gestos, em expressões.
Ainda hoje me lembro do teu rosto, da tua voz, do teu toque, do teu olhar, da tua simplicidade. És o ser que preenche o vazio das minhas noites frias. Aquele homem cujo nome ainda não sei, mas que anseio voltar a ver, como se fosse crucial para a minha existência e realização.
#3
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
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